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18% das empresas brasileiras já utilizam veículos elétricos nas frotas: o que isso diz sobre o futuro da mobilidade corporativa?

A eletrificação de frotas deixou de ser conversa de “futuro distante” e passou a ser realidade no dia a dia das empresas brasileiras.


Segundo uma pesquisa da Edenred Ticket Log, 18% das companhias no Brasil já utilizam veículos elétricos ou híbridos nas suas frotas. Outros 18% planejam adotar esse tipo de veículo nos próximos três anos, ou seja, 4 em cada 10 empresas já estão diretamente envolvidas com a eletrificação.


Para quem trabalha com transporte, logística e gestão de frota, esse número não é apenas uma curiosidade de mercado: é um sinal claro de mudança de rota.


Por que as empresas estão adotando veículos elétricos?


A pesquisa ouviu gestores de 300 empresas brasileiras e mostrou que a decisão de adotar veículos elétricos vai muito além de “moda” ou marketing verde:


  • 60% das empresas que já usam elétricos dizem que a principal motivação é cumprir metas de descarbonização;


  • 47% apontam a busca por inovação como fator central;


  • 23% das empresas que já utilizam elétricos já têm metas definidas para aumentar a participação desses veículos na frota;


Entre as empresas que ainda não têm elétricos, mas pretendem, 69% também citam a descarbonização como objetivo principal.


Ou seja: ESG, pressão regulatória e competitividade comercial estão empurrando a frota brasileira na direção da eletrificação.


18% hoje… mas com forte tendência de crescimento


Além dos 18% que já utilizam veículos elétricos, o fato de outros 18% planejarem a adoção em até três anos mostra que a eletrificação já entrou no planejamento estratégico das empresas.


Isso se conecta com outros levantamentos recentes que indicam:


Crescimento de mais de 170% na adoção de elétricos em frotas entre 2022 e 2023;


Interesse crescente de empresas de logística em investir em veículos elétricos ou híbridos nos próximos cinco anos como estratégia de sustentabilidade.


Em resumo: quem ainda não está movendo nenhuma peça nesse tabuleiro corre risco de ficar para trás – tanto em custo quanto em imagem.


Quais são os principais benefícios percebidos pelas empresas?


Com base na pesquisa e no movimento do mercado, é possível destacar alguns ganhos claros para as empresas que já começaram a eletrificar suas frotas:


1. Redução de emissões e alinhamento ESG


A grande estrela do movimento é a descarbonização:


Veículos elétricos emitem muito menos CO₂ na operação, o que ajuda a cumprir metas ambientais e relatórios ESG;


Grandes embarcadores, investidores e até licitações públicas começam a valorizar (ou exigir) indicadores de sustentabilidade.


Ter veículos elétricos na frota deixa de ser “diferencial bonitinho” e passa a ser critério competitivo real.


2. Inovação e imagem de marca


Quase metade das empresas entrevistadas cita inovação como motivador para eletrificar a frota.


Isso faz sentido porque:


Frotas elétricas posicionam a empresa como moderna, tecnológica e preparada para o futuro;


Ajuda na reputação com clientes, parceiros e até na atração de talentos, especialmente as novas gerações, que valorizam empresas mais responsáveis ambientalmente.


3. Custos operacionais no médio e longo prazo


Embora o investimento inicial em veículos elétricos ainda seja mais alto, há vantagens operacionais importantes ao longo do tempo:


Menos componentes mecânicos sujeitos a desgaste (sem motor a combustão, câmbio tradicional etc.);


Menor gasto com manutenção corretiva;


Possibilidade de redução no custo por km rodado, dependendo do modelo de operação, custo da energia e uso de recarga inteligente.


Para empresas com rotas urbanas, last mile e operações de alta quilometragem em ambiente controlado, o elétrico começa a fazer ainda mais sentido.


Quais são os principais desafios da eletrificação de frotas?


Claro, não é só ligar o caminhão/van na tomada e pronto. As empresas entrevistadas também enxergam obstáculos bem concretos:


1. Infraestrutura de recarga


Necessidade de pontos de recarga próprios nas garagens, CDs, depósitos;


Planejamento de rotas considerando autonomia, disponibilidade de recarga pública e tempo parado;


Adequação da infraestrutura elétrica (transformadores, demanda contratada, segurança).


2. Investimento inicial mais alto


O custo de aquisição ainda é superior a veículos tradicionais;


Exige um olhar financeiro de longo prazo, avaliando TCO (custo total de propriedade) e não apenas o valor da parcela ou do bem.


3. Gestão de dados ainda mais importante


Assim como em qualquer frota, sem dados confiáveis, não há gestão;


Com elétricos, entra no jogo: consumo de energia por rota, eficiência de recarga, planejamento de janelas de carregamento, impacto na vida útil das baterias.


O papel da tecnologia na frota elétrica (e híbrida)


À medida que os veículos se tornam mais tecnológicos, a gestão precisa acompanhar:


Rastreamento em tempo real continua sendo essencial para segurança e visibilidade da operação;


Telemetria passa a olhar também para indicadores específicos dos elétricos (estado de carga da bateria, ciclos de recarga, frenagem regenerativa, uso em diferentes tipos de rota);


Videotelemetria ajuda a proteger motoristas, cargas e veículos de alto valor, inclusive em elétricos, que podem ser alvo de novas modalidades de fraude e roubo.


Para quem é gestor de frota, a mensagem é clara: Veículo mais moderno exige gestão mais moderna.


18% das empresas brasileiras já utilizam veículos elétricos nas frotas: o que isso diz sobre o futuro da mobilidade corporativa?

Como se preparar para esse novo cenário se sua frota ainda não é elétrica?


Mesmo que hoje sua frota seja 100% a combustão, você já pode (e deve) começar a se preparar:


  • Mapeie seu perfil de operação

  • Quais rotas são urbanas, curtas e repetitivas (ótimas para elétricos)?

  • Onde há maior concentração de paradas em bases com potencial de instalação de cargadores?

  • Comece com projetos-piloto, teste 1, 2 ou poucos veículos elétricos em rotas específicas;

  • Compare consumo, manutenção, desempenho e aceitação dos motoristas.

  • Estruture um plano de dados

  • Converse com clientes e parceiros


Muitos embarcadores têm metas de ESG e podem apoiar (ou até financiar) projetos de eletrificação. Frota elétrica pode virar argumento comercial para fechar novos contratos.


O que isso tudo tem a ver com a Ali Sat?


Na Ali Sat, nós olhamos para a eletrificação de frotas como mais uma etapa natural da evolução da gestão de veículos no Brasil. Seja com caminhões a diesel, híbridos ou 100% elétricos, a base continua a mesma:


Controle, visibilidade e inteligência sobre a frota.


Uso de rastreamento, telemetria e videotelemetria para transformar dado em decisão.


Apoio ao gestor para reduzir custos, aumentar segurança e preparar a empresa para as exigências de um mercado cada vez mais sustentável.


A pergunta agora é:


A sua empresa vai esperar isso virar obrigação… ou vai usar essa mudança como oportunidade de liderar o movimento no seu segmento?

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