top of page

A ANTT realizou Audiência Pública para debater Piso Mínimo de Frete

A recente audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para debater as mudanças no piso mínimo de frete marca um momento crucial para o setor de transporte rodoviário brasileiro. Esta iniciativa regulatória não apenas afeta transportadores autônomos, mas também impacta diretamente empresas que operam com frota própria nos segmentos de distribuição, transporte e serviços.


Neste artigo, vamos explorar os detalhes dessa audiência pública, analisar as principais mudanças propostas pela ANTT e mostrar como empresas com frota própria podem se preparar para as novas regulamentações. Além disso, abordaremos estratégias práticas para otimizar custos operacionais e manter a competitividade em um cenário de mudanças regulatórias.


O que é o piso mínimo de frete e por que importa


O piso mínimo de frete, estabelecido pela Lei 13.703/2018, representa um marco regulatório fundamental no transporte rodoviário brasileiro. Esta política pública define valores mínimos que devem ser pagos pelo transporte de cargas, visando garantir condições econômicas sustentáveis para toda a cadeia logística.


Para empresas com frota própria, compreender essa regulamentação é essencial por diversos motivos. Primeiramente, ela influencia diretamente os custos de terceirização quando há necessidade de complementar a capacidade interna. Além disso, serve como referência para análise de viabilidade econômica entre manter frota própria versus contratar serviços externos.


A metodologia de cálculo considera variáveis como:


- Custo do combustível

- Pedágios e taxas rodoviárias

- Manutenção e depreciação dos veículos

- Remuneração do motorista

- Seguro e outros custos operacionais


Detalhes da audiência pública da ANTT


A audiência pública realizada pela ANTT teve como objetivo principal revisar e debater a tabela de piso mínimo de frete, considerando as mudanças econômicas e operacionais do setor. O evento contou com participação de representantes de transportadores, embarcadores, entidades setoriais e órgãos governamentais.


Impactos para empresas com frota própria


As mudanças propostas no piso mínimo de frete geram impactos significativos para empresas que operam com frota própria. Esses efeitos se manifestam em diferentes aspectos operacionais e financeiros.


Planejamento financeiro e orçamentário


Para empresas de distribuição, as alterações na tabela de piso mínimo afetam diretamente o planejamento de custos logísticos. É fundamental recalcular os custos por quilômetro rodado e ajustar os orçamentos anuais conforme as novas diretrizes.


Empresas do setor de serviços que dependem de deslocamentos frequentes também precisam revisar suas estruturas de precificação. A nova regulamentação pode representar tanto desafios quanto oportunidades de otimização.


Decisões de terceirização vs. frota própria


A atualização do piso mínimo influencia diretamente as análises de make-or-buy no transporte. Empresas precisam reavaliar constantemente se é mais vantajoso manter frota própria ou terceirizar operações específicas.


Consequentemente, gestores de frota devem manter análises comparativas atualizadas, considerando não apenas os custos diretos, mas também fatores como controle operacional, flexibilidade e qualidade do serviço.


"A regulamentação do piso mínimo de frete cria um ambiente mais equilibrado para todo o setor. Empresas com frota própria que investem em tecnologia e eficiência operacional tendem a se beneficiar dessas mudanças no longo prazo."

Estratégias de adaptação e otimização


Para se adaptar efetivamente às mudanças regulatórias, empresas com frota própria devem implementar estratégias abrangentes que combinem conformidade legal com otimização operacional.


Monitoramento de custos em tempo real


A implementação de sistemas de telemetria avançados permite acompanhar em tempo real os principais componentes de custo contemplados no piso mínimo de frete. Esse monitoramento inclui consumo de combustível, tempo de viagem, produtividade dos motoristas e eficiência das rotas.


Adicionalmente, o uso de dashboards integrados facilita a tomada de decisões baseada em dados, permitindo ajustes rápidos nas operações conforme as mudanças no cenário regulatório.


Otimização de combustível


O combustível representa uma das principais variáveis no cálculo do piso mínimo de frete. Empresas que conseguem reduzir significativamente esse custo ganham vantagem competitiva importante.


Estratégias eficazes incluem:

- Monitoramento comportamental dos motoristas

- Planejamento otimizado de rotas

- Manutenção preventiva rigorosa

- Negociação de melhores preços nos postos


Para empresas interessadas em aprofundar esse tema, recomendamos nosso artigo sobre como reduzir até 25% no custo com combustível usando telemetria.


Gestão de produtividade


A nova regulamentação também considera aspectos relacionados à produtividade e tempo de trabalho dos motoristas. Empresas precisam equilibrar eficiência operacional com conformidade regulatória.


Ferramentas de videotelemetria e análise comportamental ajudam a identificar oportunidades de melhoria sem comprometer a segurança ou violar normas trabalhistas. Essas soluções permitem coaching personalizado e treinamentos direcionados.


A ANTT realizou Audiência Pública para debater Piso Mínimo de Frete

Tecnologia como diferencial competitivo


Em um cenário de maior regulamentação, empresas que investem em tecnologia conseguem não apenas cumprir as normas, mas também otimizar suas operações de forma significativa.


Integração de sistemas


A integração entre sistemas de gestão empresarial (ERP) e plataformas de telemetria permite análises mais precisas dos custos operacionais. Essa visão integrada facilita o cumprimento das novas diretrizes do piso mínimo de frete.


Consequentemente, empresas conseguem gerar relatórios detalhados que comprovam a eficiência de suas operações, elemento importante para negociações comerciais e análises de viabilidade.


Análise preditiva


O uso de análise preditiva ajuda empresas a antecipar mudanças nos custos operacionais e se preparar para futuras alterações na regulamentação. Algoritmos de machine learning podem identificar padrões de consumo e sugerir melhorias operacionais.


Além disso, a análise preditiva contribui para a manutenção preventiva, reduzindo custos de reparo e aumentando a disponibilidade da frota.


Conformidade e gestão de riscos


A adequação às novas regras do piso mínimo de frete vai além do simples cumprimento legal. Empresas precisam desenvolver processos robustos de gestão de conformidade e mitigação de riscos.


Documentação e auditoria


Manter documentação detalhada dos custos operacionais é fundamental para comprovar a eficiência da frota própria. Sistemas automatizados de coleta de dados facilitam esse processo e reduzem riscos de inconsistências.


Para empresas que também terceirizam parte de suas operações, é importante verificar se os prestadores de serviços estão em conformidade com as novas regulamentações.


Monitoramento contínuo


O monitoramento contínuo dos indicadores-chave de performance (KPIs) relacionados aos custos contemplados no piso mínimo permite ajustes rápidos nas operações.


Dashboards em tempo real facilitam a identificação de desvios e a implementação de ações corretivas antes que impactem significativamente os resultados.


Oportunidades de mercado


As mudanças na regulamentação do piso mínimo de frete também criam novas oportunidades de mercado para empresas bem preparadas.


Diferenciação pela eficiência


Empresas que conseguem operar com custos inferiores ao piso mínimo estabelecido ganham margem de competitividade importante. Isso pode ser alcançado através de:


- Investimentos em tecnologia de telemetria

- Programas de treinamento para motoristas

- Manutenção preventiva otimizada

- Planejamento logístico avançado


Expansão de mercado


A regulamentação mais clara pode facilitar a expansão para novos mercados, uma vez que os parâmetros de custo ficam mais transparentes e previsíveis.


Além disso, empresas com operações eficientes podem considerar oferecer serviços de transporte para terceiros, aproveitando a capacidade ociosa de suas frotas.


Plataformas integradas


O uso de plataformas integradas de gestão de frota permite controle completo sobre todos os aspectos contemplados no piso mínimo de frete. Essas soluções incluem:


- Monitoramento de combustível em tempo real

- Controle de jornada de trabalho

- Gestão de manutenção preventiva

- Análise de produtividade por rota

- Relatórios automáticos de custos


A audiência pública da ANTT sobre o piso mínimo de frete representa um momento de transformação para o setor de transporte rodoviário brasileiro. Empresas com frota própria que se prepararem adequadamente para essas mudanças poderão transformar desafios regulatórios em oportunidades competitivas.


O investimento em tecnologia, processos otimizados e conformidade rigorosa não apenas garante adequação às novas normas, mas também proporciona vantagens operacionais duradouras.


Consequentemente, o foco deve estar na construção de operações eficientes, transparentes e tecnologicamente avançadas. Essa abordagem não apenas atende às exigências regulatórias, mas também melhora significativamente os resultados operacionais e financeiros.


Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page