Add as Preferred Source
top of page

Apagão de motoristas: quando o caminhão existe, a carga também, mas falta quem dirija

há 10 horas
2 min de leitura

O transporte rodoviário brasileiro tem menos profissionais disponíveis para conduzir uma frota que precisa continuar rodando. Em dez anos, o número de condutores habilitados nas categorias C, D e E caiu de 5,6 milhões para 4,4 milhões no país, segundo levantamento do ILOS. A falta de motoristas deixou de ser um problema de contratação e passou a mudar a forma como as transportadoras organizam a operação.


Capacidade parada por falta de motorista


Um caminhão parado por falta de motorista é capacidade de transporte sem uso. Em períodos de maior demanda, a transportadora pode ter veículos, contratos e carga, mas não ter profissionais suficientes para colocar todos os ativos na estrada. O custo não está só na vaga aberta: está no veículo pago, no contrato em risco e na receita que deixa de entrar.


O que isso significa para quem gerencia frota


Seja por contratação própria, agregados ou plataformas de mão de obra sob demanda, uma tendência fica clara: as frotas passam a operar com mais variedade de motoristas e com mais troca de pessoas ao volante. Isso muda a gestão em três frentes:


Motorista novo na operação exige acompanhamento desde o primeiro dia: quem acaba de entrar não conhece os veículos, as rotas nem os padrões de segurança da empresa. Sem dado, o gestor só descobre o problema quando ele vira ocorrência.


O padrão de condução precisa ser da empresa, não do motorista: quando o mesmo caminhão passa por mãos diferentes, o desgaste, o consumo e o risco passam a depender de quem está dirigindo. Medir comportamento de condução de forma objetiva permite orientar de maneira justa e consistente, qualquer que seja o vínculo do profissional.


A responsabilidade pela carga e pelo veículo continua com a transportadora: não importa de onde veio o motorista: se há sinistro, desvio ou atraso, quem responde perante o embarcador é a empresa. Visibilidade sobre o que acontece em cada viagem é o que sustenta essa responsabilidade.


Apagão de motoristas: quando o caminhão existe, a carga também, mas falta quem dirija

Telemetria e videotelemetria como apoio ao profissional


É nesse ponto que dados fazem diferença. A telemetria mostra, com números, como cada viagem foi conduzida: velocidade, frenagens, consumo, tempo parado e rota. Isso permite reconhecer quem dirige bem, orientar quem precisa de ajuste e treinar antes que um mau hábito vire acidente, especialmente em quem está começando na operação.


A videotelemetria soma o registro do que acontece na estrada e na cabine. Usada como ferramenta de proteção, ela esclarece ocorrências, defende o motorista quando ele fez tudo certo e dá à empresa evidência objetiva em caso de sinistro. O foco é proteger o profissional e a operação, e não vigiar.


Com menos motoristas disponíveis, cada profissional pesa mais, e cada sinistro evitado é um caminhão que continua rodando.

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page