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Diesel S10 recua 1,5% em maio: o que os gestores de frota precisam saber

O mês de maio trouxe uma notícia favorável para as operações logísticas no Brasil: o diesel S10 ficou mais barato. O litro do diesel S10 fechou maio com média de R$ 6,97, registrando uma queda de R$ 0,11 por litro ao longo do mês, equivalente a uma redução acumulada de 1,5%.


Para gestores de frotas e embarcadoras, esse recuo é um dado relevante no planejamento operacional e na composição dos custos de transporte. Mas entender a dinâmica regional dos preços é o que diferencia uma gestão reativa de uma gestão estratégica.


Como os preços se comportaram ao longo do mês


No início de maio, o preço médio do diesel S10 era de R$ 7,08 por litro. Entre os dias 2 e 12, os valores oscilaram dentro de uma faixa estreita, entre R$ 7,06 e R$ 7,08. A partir do dia 14, o indicador passou a registrar quedas sucessivas. Em 21 de maio, o litro recuou para R$ 7,01; em 24 de maio, chegou a R$ 6,98; e o valor mais baixo do mês foi registrado em 28 de maio, com R$ 6,97 por litro.


O movimento de queda na segunda quinzena do mês acompanhou a trajetória de variáveis internacionais: o barril de petróleo Brent foi registrado a US$ 92,50, o dólar a R$ 5,03 e o heating oil (referência para derivados do diesel) a US$ 3,54 por galão.


Variação regional: os preços não são iguais em todo o Brasil


No mapeamento das variações por estado, mostra disparidades significativas que afetam diretamente o custo das operações em diferentes regiões.


No Nordeste, a Bahia liderou as quedas com recuo de 6,0%, seguida por Ceará (-1,3%) e Piauí (-0,5%). Em sentido contrário, o Rio Grande do Norte registrou alta de 2,9%, com o litro a R$ 7,04.


No Norte, o comportamento foi heterogêneo: enquanto Tocantins registrou queda de 1,5% (R$ 6,99 por litro), o Acre apresentou alta de 1,7%. O Distrito Federal registrou o maior preço médio do país, com R$ 8,43 por litro.


No Sudeste, as maiores quedas foram em São Paulo e Minas Gerais, ambos com -2,4%, ficando São Paulo com o menor preço da região, a R$ 6,88. Espírito Santo (+1,0%) e Rio de Janeiro (+0,3%) registraram leve alta. O Espírito Santo fechou o mês com o litro a R$ 7,24, o mais caro do Sudeste.


No Centro-Oeste, a queda foi mais homogênea: Goiás recuou 2,0%, Distrito Federal -1,8% e Mato Grosso do Sul -1,1%. Exceção foi Mato Grosso, com alta de 2,1% e litro a R$ 7,20.


Na região Sul, o recuo foi unânime entre os estados. O Rio Grande do Sul registrou a maior queda, com -2,5%, fechando o mês com o menor preço médio da região: R$ 6,53 por litro. Santa Catarina recuou 1,9% e o Paraná, 0,4%, com litro a R$ 6,77.


Diesel S10 recua 1,5% em maio: o que os gestores de frota precisam saber

O que esse cenário significa para a gestão logística


Uma queda de 1,5% no diesel pode parecer pequena isoladamente, mas para operações com alto volume de abastecimento, esse percentual representa uma redução concreta nos custos variáveis. O desafio, no entanto, está em transformar esse dado em vantagem competitiva real.


Algumas ações práticas que gestores de frotas e embarcadoras podem adotar diante desse cenário:


  • Revisar os contratos de frete e tabelas de custos com base nos novos valores de referência regionais, evitando repassar preços defasados para as negociações.


  • Mapear rotas com foco nas regiões de menor preço médio do combustível, especialmente Sul e interior do Sudeste, onde os valores estão mais competitivos.


  • Monitorar diariamente os indicadores de preço, como o IPC.MLog, para tomar decisões de abastecimento com base em dados atualizados e não em estimativas.


  • Avaliar o momento para renegociar acordos de abastecimento com postos credenciados, aproveitando a tendência de queda para garantir preços mais vantajosos por um período determinado.


  • Considerar o comportamento do dólar e do Brent como variáveis de antecipação: quando essas referências internacionais pressionam para cima, os preços internos tendem a seguir o mesmo caminho nas semanas seguintes.


  • Cruzar os dados regionais de preço com o planejamento de cargas, priorizando abastecimentos nos estados com menor variação positiva sempre que a rota permitir.


Visibilidade e controle: a base da gestão de custos em logística


O recuo do diesel S10 em maio é uma janela de oportunidade, mas janelas fecham. Gestores que operam com visibilidade total sobre custos, rotas e variáveis operacionais conseguem reagir com agilidade quando o cenário muda e aproveitar melhor quando ele favorece.


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