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Estado de São Paulo tem um roubo de caminhão a cada 5 horas: o que isso significa para quem tem frota?

Dirigir um caminhão em São Paulo nunca foi tarefa simples, mas os dados mais recentes mostram um cenário que exige atenção máxima de frotistas, transportadoras e embarcadores. De acordo com o Boletim Tracker–Fecap, o estado de São Paulo registra um roubo de caminhão a cada 5 horas, com 145 ocorrências em agosto de 2025, alta de 39,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.


Mesmo com uma leve queda no acumulado do ano, a mensagem é clara: o caminhão segue sendo alvo prioritário do crime organizado nas estradas paulistas.


O retrato do problema em São Paulo


O levantamento mostra que, entre janeiro e agosto de 2025, o estado registrou:


  • 766 roubos de caminhões (queda de 3,8% em relação a 2024)

  • 304 furtos de caminhões, redução de 20,4%

  • 145 roubos apenas em agosto, média de 4 ocorrências por dia – ou um caminhão roubado a cada 5 horas


Ou seja: os furtos vêm caindo, mas os roubos armados e com maior grau de violência continuam em patamar elevado, reforçando o risco para motorista, carga e operação como um todo.


Onde os roubos de caminhão mais acontecem


O estudo mostra um mapa claro da concentração de crimes:


Cidades com maiores índices de roubo e furto de caminhões:

São Paulo, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itatiba, São Bernardo do Campo, Limeira, Itaquaquecetuba, Campinas, Jundiaí e Embu das Artes.


Cidades que saíram do ranking em 2025:

Cubatão, Osasco, Paulínia, Santos e Sumaré.


A entrada de novos municípios no ranking indica que o crime está acompanhando a expansão logística, migrando para outros polos industriais e de distribuição à medida que o fluxo de cargas cresce nessas regiões.


Rodovias mais perigosas para caminhoneiros


O estudo também aponta as rodovias mais críticas do estado:


  • Fernão Dias (BR-381)

  • Régis Bittencourt (BR-116);

  • Anhanguera (SP-330).


Esses eixos são arteriais para o escoamento de cargas entre a capital, o interior, o Sul e o Sudeste do Brasil – justamente por isso se tornaram corredores preferidos das quadrilhas, que conhecem bem a rotina das operações e os pontos mais frágeis.


Além disso, 74,6% dos crimes acontecem em vias públicas, seguidas por rodovias e estradas (9,9%), muitas vezes durante o deslocamento da carga e não em pátios ou armazéns.


Caminhões e perfis mais visados


O foco dos criminosos é claro: caminhões de grande porte, modernos e com alta capacidade de carga. Segundo o boletim:


  • Modelos Volvo FH e Scania Série R lideram as ocorrências;


  • Caminhões-tratores usados em longas distâncias e operações de alto valor são prioridade das quadrilhas;


  • Peças e componentes desses veículos têm alta revenda no mercado paralelo, o que torna o roubo de caminhão algo extremamente lucrativo.


Mesmo assim, veículos de outras marcas e utilitários urbanos também entram no radar, principalmente em operações de distribuição metropolitana.


Por que, mesmo com alguma queda anual, o risco continua alto?


O estudo aponta um cenário ambíguo:


No acumulado do ano, há recuo nos números. No recorte mensal (agosto), há crescimento expressivo de 39,4% nos roubos.


Isso pode indicar:


  • Ajuste de estratégia das quadrilhas, concentrando ataques em períodos específicos;


  • Mudança de rota e região, seguindo novos polos logísticos;


  • Maior profissionalização dos crimes, com ações mais planejadas e direcionadas a cargas e veículos de alto valor.


Em outras palavras: mesmo quando as estatísticas gerais melhoram, um único evento de roubo de caminhão pode gerar um prejuízo gigantesco, financeiro, operacional e de imagem.


Estado de São Paulo tem um roubo de caminhão a cada 5 horas: o que isso significa para quem tem frota?

O que frotistas e transportadoras podem fazer na prática?


Diante de um cenário em que um caminhão é roubado a cada 5 horas em SP, depender apenas da sorte está fora de cogitação. Algumas frentes são essenciais:


1. Planejamento de rotas com visão de risco


  • Mapear trechos críticos (como Fernão Dias, Régis Bittencourt e Anhanguera) e horários de maior vulnerabilidade;


  • Ajustar janelas de carga/descarga e trajeto para reduzir exposição em horários e regiões mais perigosos;


  • Integrar dados de operações anteriores, alertas de segurança e histórico de ocorrências.


2. Tecnologia de rastreamento e videotelemetria


  • Usar rastreadores em tempo real com bloqueio remoto e cercas eletrônicas (geofences);


  • Implementar videotelemetria embarcada (câmeras internas e externas) para:

registrar abordagens;

gerar evidências para investigação;

proteger o motorista com botões de pânico e detecção de eventos críticos;


3. Protocolos claros para motoristas


  • Treinar motoristas para reconhecer situações de risco e seguir procedimentos padronizados;


  • Evitar paradas em locais isolados ou não homologados pela empresa;


  • Estabelecer protocolos de comunicação constante com a central de monitoramento.


4. Integração com seguradoras e forças de segurança


  • Trabalhar com planos de contingência que incluam contato rápido com seguradora e polícia;


  • Manter atualizados todos os dados do veículo, rota, carga e motorista para agilizar respostas.


Segurança de frota: custo ou investimento?


Os dados do Boletim Tracker–Fecap deixam uma mensagem direta:


“Onde há fluxo de mercadorias, o crime está por perto.”


Em um estado onde o caminhão é roubado a cada 5 horas, segurança não é luxo, é condição mínima para manter a operação de pé. Quando uma empresa investe em rastreamento inteligente, videotelemetria, análise de dados e rotinas de prevenção, ela não está apenas “comprando tecnologia”, mas:


  • reduzindo o risco de perdas milionárias em um único evento;

  • protegendo vidas de motoristas;

  • garantindo continuidade logística para seus clientes;

  • fortalecendo sua reputação em um mercado cada vez mais exigente.


Se a sua frota roda por São Paulo, a pergunta não é “se” você deve reforçar a segurança, mas “o quanto antes”.


E na Ali Sat, a nossa missão é justamente essa: ajudar você a transformar dados, tecnologia e monitoramento em proteção real para caminhão, carga e motorista, 24 horas por dia, em qualquer rota.


Se precisar de ajudar, conte com a gente!

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