Estado de São Paulo tem um roubo de caminhão a cada 5 horas: o que isso significa para quem tem frota?
- Lidiane de Jesus

- 26 de dez. de 2025
- 4 min de leitura
Dirigir um caminhão em São Paulo nunca foi tarefa simples, mas os dados mais recentes mostram um cenário que exige atenção máxima de frotistas, transportadoras e embarcadores. De acordo com o Boletim Tracker–Fecap, o estado de São Paulo registra um roubo de caminhão a cada 5 horas, com 145 ocorrências em agosto de 2025, alta de 39,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Mesmo com uma leve queda no acumulado do ano, a mensagem é clara: o caminhão segue sendo alvo prioritário do crime organizado nas estradas paulistas.
O retrato do problema em São Paulo
O levantamento mostra que, entre janeiro e agosto de 2025, o estado registrou:
766 roubos de caminhões (queda de 3,8% em relação a 2024)
304 furtos de caminhões, redução de 20,4%
145 roubos apenas em agosto, média de 4 ocorrências por dia – ou um caminhão roubado a cada 5 horas
Ou seja: os furtos vêm caindo, mas os roubos armados e com maior grau de violência continuam em patamar elevado, reforçando o risco para motorista, carga e operação como um todo.
Onde os roubos de caminhão mais acontecem
O estudo mostra um mapa claro da concentração de crimes:
Cidades com maiores índices de roubo e furto de caminhões:
São Paulo, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itatiba, São Bernardo do Campo, Limeira, Itaquaquecetuba, Campinas, Jundiaí e Embu das Artes.
Cidades que saíram do ranking em 2025:
Cubatão, Osasco, Paulínia, Santos e Sumaré.
A entrada de novos municípios no ranking indica que o crime está acompanhando a expansão logística, migrando para outros polos industriais e de distribuição à medida que o fluxo de cargas cresce nessas regiões.
Rodovias mais perigosas para caminhoneiros
O estudo também aponta as rodovias mais críticas do estado:
Fernão Dias (BR-381)
Régis Bittencourt (BR-116);
Anhanguera (SP-330).
Esses eixos são arteriais para o escoamento de cargas entre a capital, o interior, o Sul e o Sudeste do Brasil – justamente por isso se tornaram corredores preferidos das quadrilhas, que conhecem bem a rotina das operações e os pontos mais frágeis.
Além disso, 74,6% dos crimes acontecem em vias públicas, seguidas por rodovias e estradas (9,9%), muitas vezes durante o deslocamento da carga e não em pátios ou armazéns.
Caminhões e perfis mais visados
O foco dos criminosos é claro: caminhões de grande porte, modernos e com alta capacidade de carga. Segundo o boletim:
Modelos Volvo FH e Scania Série R lideram as ocorrências;
Caminhões-tratores usados em longas distâncias e operações de alto valor são prioridade das quadrilhas;
Peças e componentes desses veículos têm alta revenda no mercado paralelo, o que torna o roubo de caminhão algo extremamente lucrativo.
Mesmo assim, veículos de outras marcas e utilitários urbanos também entram no radar, principalmente em operações de distribuição metropolitana.
Por que, mesmo com alguma queda anual, o risco continua alto?
O estudo aponta um cenário ambíguo:
No acumulado do ano, há recuo nos números. No recorte mensal (agosto), há crescimento expressivo de 39,4% nos roubos.
Isso pode indicar:
Ajuste de estratégia das quadrilhas, concentrando ataques em períodos específicos;
Mudança de rota e região, seguindo novos polos logísticos;
Maior profissionalização dos crimes, com ações mais planejadas e direcionadas a cargas e veículos de alto valor.
Em outras palavras: mesmo quando as estatísticas gerais melhoram, um único evento de roubo de caminhão pode gerar um prejuízo gigantesco, financeiro, operacional e de imagem.

O que frotistas e transportadoras podem fazer na prática?
Diante de um cenário em que um caminhão é roubado a cada 5 horas em SP, depender apenas da sorte está fora de cogitação. Algumas frentes são essenciais:
1. Planejamento de rotas com visão de risco
Mapear trechos críticos (como Fernão Dias, Régis Bittencourt e Anhanguera) e horários de maior vulnerabilidade;
Ajustar janelas de carga/descarga e trajeto para reduzir exposição em horários e regiões mais perigosos;
Integrar dados de operações anteriores, alertas de segurança e histórico de ocorrências.
2. Tecnologia de rastreamento e videotelemetria
Usar rastreadores em tempo real com bloqueio remoto e cercas eletrônicas (geofences);
Implementar videotelemetria embarcada (câmeras internas e externas) para:
registrar abordagens;
gerar evidências para investigação;
proteger o motorista com botões de pânico e detecção de eventos críticos;
3. Protocolos claros para motoristas
Treinar motoristas para reconhecer situações de risco e seguir procedimentos padronizados;
Evitar paradas em locais isolados ou não homologados pela empresa;
Estabelecer protocolos de comunicação constante com a central de monitoramento.
4. Integração com seguradoras e forças de segurança
Trabalhar com planos de contingência que incluam contato rápido com seguradora e polícia;
Manter atualizados todos os dados do veículo, rota, carga e motorista para agilizar respostas.
Segurança de frota: custo ou investimento?
Os dados do Boletim Tracker–Fecap deixam uma mensagem direta:
“Onde há fluxo de mercadorias, o crime está por perto.”
Em um estado onde o caminhão é roubado a cada 5 horas, segurança não é luxo, é condição mínima para manter a operação de pé. Quando uma empresa investe em rastreamento inteligente, videotelemetria, análise de dados e rotinas de prevenção, ela não está apenas “comprando tecnologia”, mas:
reduzindo o risco de perdas milionárias em um único evento;
protegendo vidas de motoristas;
garantindo continuidade logística para seus clientes;
fortalecendo sua reputação em um mercado cada vez mais exigente.
Se a sua frota roda por São Paulo, a pergunta não é “se” você deve reforçar a segurança, mas “o quanto antes”.
E na Ali Sat, a nossa missão é justamente essa: ajudar você a transformar dados, tecnologia e monitoramento em proteção real para caminhão, carga e motorista, 24 horas por dia, em qualquer rota.
Se precisar de ajudar, conte com a gente!




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