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Infraestrutura rodoviária abaixo do necessário: o que aponta a CNT

12 de ago.
2 min de leitura

Um novo estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), publicado na série "O Transporte Move o Brasil", reforça um diagnóstico conhecido por quem está na estrada todos os dias: os investimentos em infraestrutura de transporte no Brasil seguem abaixo do necessário. O levantamento traz números que ajudam a dimensionar o tamanho do problema e também o potencial de retorno que resolvê-lo poderia gerar.


O efeito multiplicador do investimento


Segundo a CNT, cada R$ 1 investido pela iniciativa privada em rodovias pode gerar até R$ 4,77 no PIB do setor de transporte em até nove meses. Quando o investimento vem do poder público, o retorno pode chegar a R$ 4,64, mas em um horizonte mais longo, de até 18 meses. Na prática, isso mostra que infraestrutura não é apenas custo, é um dos investimentos com maior efeito multiplicador sobre a economia.


O peso do rodoviário na matriz de transporte


Os números de movimentação de carga reforçam a centralidade do modal rodoviário no país. Somente em 2025, foram transportadas mais de 1,07 bilhão de toneladas em rodovias brasileiras, e 75% desse volume passou pelas empresas de transporte rodoviário de cargas. Ou seja: qualquer gargalo de infraestrutura afeta diretamente a operação da maioria das transportadoras do país.


O que a CNT defende


Para destravar mais investimento, a CNT aponta a necessidade de:


  • Planejamento de longo prazo para dar previsibilidade aos investidores

  • Segurança jurídica que reduza o risco de projetos de infraestrutura

  • Integração entre os diferentes modais de transporte

  • Ambiente mais favorável à entrada de capital privado


Além das obras físicas, rodovias, portos e ferrovias, o estudo também chama atenção para outra frente de investimento: linhas de crédito para renovação de frotas de caminhões, ônibus, navios, locomotivas e aeronaves, modernização de polos logísticos e melhoria da conectividade viária. Nesse ponto, o papel de bancos de desenvolvimento é apontado como estratégico tanto para estruturar quanto para financiar esses projetos.


Infraestrutura rodoviária abaixo do necessário: o que aponta a CNT

Por que isso importa para quem gerencia frota


Infraestrutura deficiente tem custo direto na operação: mais desgaste de pneus e suspensão, maior consumo de combustível, tempo de viagem imprevisível e risco elevado de acidentes em vias mal conservadas. Enquanto o investimento público e privado não acompanha o ritmo necessário, a saída para transportadoras e embarcadoras é ganhar eficiência dentro da própria operação e é aí que dados confiáveis fazem diferença.


Acompanhar de perto o comportamento da frota em rota, identificar trechos com maior desgaste de veículo, monitorar consumo de combustível e antecipar necessidades de manutenção são formas de reduzir o impacto de uma malha viária que nem sempre está nas melhores condições. A videotelemetria entra exatamente nesse ponto: transformando a operação em dados objetivos que ajudam o gestor a tomar decisões melhores sobre rotas, manutenção preventiva e segurança, sempre com foco em eficiência operacional, nunca em vigilância sobre o motorista.

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