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A escassez de caminhoneiros no Brasil e o programa que pode virar o jogo

O Brasil vive um problema estrutural que preocupa todo o setor de transporte: segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), o país perdeu mais de 1,2 milhão de caminhoneiros na última década. Envelhecimento da categoria e alto custo de capacitação são apontados como fatores que devem agravar ainda mais esse cenário nos próximos anos.


Para tentar reverter essa tendência, o SEST SENAT mantém o programa Mais Motoristas, que oferece qualificação profissional e mudança de categoria da CNH (para C, D ou E) gratuitamente. As inscrições para a edição atual estão abertas até 21 de julho.


Como funciona o programa


Criado em 2023, o Mais Motoristas já formou milhares de profissionais para atuar no transporte de cargas e passageiros. Só na primeira edição, foram mais de 55 mil inscritos em todo o país, um indicativo do tamanho da demanda reprimida por qualificação no setor.


A iniciativa cobre, sem custo, tanto a capacitação na Escola de Motoristas Profissionais do SEST SENAT quanto a mudança de categoria da CNH. Não é um detalhe pequeno: obter a habilitação categoria E pode custar entre R$ 4.000 e R$ 8.000, sem contar cursos complementares como MOPP (Movimentação de Produtos Perigosos) e Transporte de Cargas Indivisíveis. Para muita gente, esse valor é justamente a barreira que impede a entrada ou a evolução na profissão.


Quem pode participar


Os critérios de elegibilidade são:

  • ter no mínimo 19 anos;

  • saber ler e escrever;

  • possuir CPF;

  • estar com a CNH válida para a categoria pretendida;

  • não estar com o direito de dirigir suspenso;

  • não ter cometido mais de uma infração gravíssima nos últimos 12 meses.


O processo seletivo gera um ranking que prioriza mulheres inscritas no CadÚnico, seguidas por pessoas no CadÚnico em geral, demais mulheres e público geral, com pontos extras para candidatos desempregados e com mais dependentes diretos. As inscrições são feitas exclusivamente pela internet, na página oficial do programa.


A escassez de caminhoneiros no Brasil e o programa que pode virar o jogo

Um novo contingente de motoristas e o desafio que vem depois


Programas como o Mais Motoristas são uma resposta necessária a um problema real: sem gente qualificada para dirigir, toda a cadeia logística sente o impacto, de custos de frete a prazos de entrega. Mas formar novos motoristas é só a primeira parte da equação. O que acontece depois que esse profissional está na estrada é o que realmente define se a frota vai colher os frutos desse investimento ou repeti-los para outro.


É aqui que entra o papel da gestão de frota moderna. A videotelemetria não serve para vigiar o motorista, e sim para dar suporte a ele: identificar comportamentos de risco antes que virem acidente, entender os pontos que precisam de treinamento e proteger tanto o profissional quanto o patrimônio da empresa em caso de sinistro. Para transportadoras e embarcadoras que vão receber esses novos motoristas qualificados pelo Mais Motoristas, contar com uma solução que acompanha essa curva de aprendizado nas primeiras semanas de estrada pode ser a diferença entre reter talento com segurança e enfrentar rotatividade e acidentes evitáveis.


Se sua empresa está se preparando para integrar novos motoristas à frota e quer garantir que essa transição aconteça com segurança e eficiência, fale com um de nossos especialistas e veja como a videotelemetria pode apoiar essa jornada desde o primeiro dia.

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