ANTT reajusta a tabela do frete mínimo com diesel a R$ 7,33: o que muda para quem opera frota
A ANTT atualizou os valores do piso mínimo do frete para o transporte rodoviário de cargas. O motivo foi a alta do diesel S10, que chegou a R$ 7,33 por litro na média nacional. Os novos valores entram em vigor em 30 de setembro de 2026 e afetam o cálculo de qualquer operação que precise respeitar o piso.
O que foi publicado
O reajuste foi estabelecido pela Portaria SUROC nº 22, de 28 de setembro de 2026, publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União em 29 de setembro.
Para a atualização, a ANTT usou o preço médio nacional do diesel S10 apurado pela ANP entre 20 e 26 de setembro. O novo valor, R$ 7,33, substitui os R$ 6,97 por litro da atualização anterior, feita em julho. Em dois meses, o diesel de referência da tabela subiu cerca de 5%.
Como a nova tabela está organizada
Os coeficientes foram divididos em quatro tabelas, de acordo com a modalidade da operação:
Tabela A: contratação da composição veicular.
Tabela B: contratação apenas da unidade de tração.
Tabela C: operações de alto desempenho, com contratação da composição veicular.
Tabela D: operações de alto desempenho, com contratação apenas da unidade de tração.
Dentro de cada tabela, os valores variam conforme o tipo de carga e o número de eixos do veículo. A portaria traz coeficientes específicos para carga geral, frigorificada ou aquecida, conteinerizada, granéis sólidos e líquidos, neogranel, produtos perigosos e carga a granel pressurizada.
Por que esse reajuste importa mais agora
O piso mínimo está sob fiscalização mais rígida. Pela legislação recente, o CIOT passa a ser validado antes da viagem e vinculado ao MDF-e. Em operações de carga lotação, o sistema barra a emissão do CIOT quando o frete fica abaixo do piso. A ANTT também já iniciou procedimentos de suspensão contra empresas que acumulam autuações por descumprimento.
Na prática, uma tabela desatualizada na operação pode travar a viagem antes de ela começar. Quem continuar calculando frete com os coeficientes de julho corre o risco de emitir CIOT com valor abaixo do novo piso e ter a carga retida ou a operação autuada.
O que a transportadora deve fazer agora
Atualizar a base de cálculo. Comercial, financeiro e operação precisam trabalhar com os coeficientes da Portaria SUROC nº 22 a partir de 30 de setembro, na tabela e na modalidade corretas para cada contrato.
Revisar contratos e cotações em andamento: propostas e fretes fechados com base no diesel de R$ 6,97 podem ficar abaixo do piso nas operações realizadas depois da vigência da nova tabela.
Conferir o enquadramento de cada operação: a diferença entre contratar a composição veicular ou só a unidade de tração, e entre operação comum e de alto desempenho, muda a tabela aplicável.
Guardar a comprovação: rota percorrida, quilometragem e tempo de viagem sustentam o valor cobrado e ajudam a responder a uma fiscalização com dados, e não com declaração.
Olhar também para o custo, não só para o piso. O piso sobe com o diesel, mas o diesel também pesa na conta de quem roda. Saber o custo real por quilômetro rodado
mostra se a margem da operação acompanhou o reajuste.

Como a Ali Sat ajuda a operar dentro do piso e proteger a margem
Piso atualizado exige operação organizada. O rastreamento e a telemetria da Ali Sat registram rota, quilometragem, tempo de viagem, consumo e comportamento de condução de cada veículo. Esse histórico, junto ao CIOT e ao MDF-e de cada operação, ajuda a transportadora a demonstrar que a viagem foi realizada nas condições declaradas e a calcular o custo real por quilômetro de cada rota.
Com a videotelemetria, a empresa reúne ainda o registro do que acontece na estrada, ferramenta de proteção da operação e de apoio à defesa em ocorrências, e não de vigilância sobre o motorista.





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