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Caminhões terão 37 dias de restrição nas rodovias federais em 2026: o que muda para a sua frota

Em 2026, caminhões e combinações de veículos de carga excedentes em peso ou dimensões terão 37 dias de restrição de circulação nas rodovias federais brasileiras.

O calendário foi definido pela Portaria DIOP/PRF nº 12/2026, publicada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Diário Oficial da União.


Na prática, isso significa que, em feriados e datas de grande movimento nas estradas, parte da frota pesada será obrigada a parar em determinados dias e horários, especialmente em trechos de pista simples. Para quem vive de transporte rodoviário, isso impacta diretamente planejamento de viagens, janelas de entrega, custos e escala de motoristas.


Quem é afetado pelas 37 datas de restrição?


As restrições não valem para todos os caminhões, e sim para veículos que ultrapassam os limites regulamentares do Contran. De acordo com a portaria, entram na regra os veículos e combinações que excedam qualquer destes parâmetros:


  • Largura maior que 2,60 m

  • Altura maior que 4,40 m

  • Comprimento total acima de 19,80 m

  • PBTC (Peso Bruto Total Combinado) acima de 58,5 toneladas


Ou seja, o foco está em:


  • CVC – Combinações de Veículos de Carga

  • CTV – Combinações para Transporte de Veículos

  • CTVP – Combinações para Transporte de Veículos e Cargas Paletizadas


Mesmo os veículos que circulam com AET (Autorização Especial de Trânsito) ou Autorização Específica (AE) entram na restrição se ultrapassarem esses limites.


Se a sua operação trabalha com bitrens, rodotrens, cegonhas, treminhões ou conjuntos superdimensionados, o impacto é direto.


Onde valem as restrições?


A regra da PRF vale para rodovias federais de pista simples em todo o país, com algumas exceções importantes: Acre, Amazonas, Amapá, Pará e Roraima.


Nesses estados não haverá restrições de circulação de trânsito previstas na portaria.


Mato Grosso do Sul terá restrição apenas no período da Operação Fim de Ano.


Rondônia terá restrições em pistas simples apenas na Operação Fim de Ano;


E mais uma restrição específica em trecho de pista dupla entre o km 140 e 144,4 da BR-319 durante a Operação Carnaval.


A PRF também deixa claro que o objetivo é aumentar a segurança viária e a fluidez do trânsito em períodos de maior volume de veículos leves, reduzindo o risco de acidentes graves em rodovias de pista simples.


Quando os caminhões não podem rodar?


Os 37 dias de restrição estão concentrados nos principais períodos de movimento intenso nas estradas, como: Carnaval, Semana Santa (Páscoa), Feriados prolongados nacionais, Operação Fim de Ano (Natal e Réveillon).


Em geral, os horários proibidos se concentram em véspera de feriado, no fim da tarde e início da noite, dias de saída e retorno, em faixas de horário com grande fluxo de veículos leves.


O descumprimento das restrições é considerado infração média, com multa e retenção do veículo até o fim do horário proibitivo.


Por isso, rodar “no risco” não é opção: além de perder o horário, a empresa fica parada por obrigação e ainda paga por isso.


Caminhões terão 37 dias de restrição nas rodovias federais em 2026: o que muda para a sua frota

O que isso muda para transportadoras e embarcadores?


1. Planejamento de viagens fica ainda mais crítico


Se antes já era importante olhar feriados, em 2026 virou questão de sobrevivência: viagens longas com veículos acima dos limites precisam ser desenhadas ao redor dessas 37 datas, saídas e chegadas devem ser adaptadas para não “bater de frente” com a restrição, atrasos na coleta ou no carregamento podem fazer o caminhão “virar abóbora” na estrada e ter que encostar.


2. Janelas de coleta e entrega precisam ser renegociadas


Embarcadores e clientes finais precisam entender que em determinados dias e horários, simplesmente não é permitido transitar com alguns tipos de combinação, janelas muito apertadas em feriados e retornos podem exigir mais veículos, mais turnos ou mudança de modal, contratos e SLAs devem prever explicitamente o impacto de restrições legais como as da PRF.


3. Escala de motoristas e frota tem que ser revista


Parte da frota (veículos dentro dos limites) pode continuar rodando normalmente, outra parte, superdimensionada, terá que respeitar paradas obrigatórias, isso exige jogo de cintura na escala, aproveitando caminhões “leves” e adequando o uso dos conjuntos pesados fora do horário de restrição.


4. Aumento do risco operacional para quem não se organiza


Quem não se preparar corre o risco de parar em fila de fiscalização e ficar retido, perder embarques e cargas com horário crítico e sofrer com custos extras de diária, horas paradas, remarcação de janela em terminais e portos.


Boas práticas para gestores de frota em 2026


Para lidar bem com os 37 dias de restrição, vale adotar alguns passos práticos:


1. Colocar o calendário da PRF dentro da rotina da empresa


  • baixar o calendário oficial de restrições no site da PRF

  • divulgar para frota, operação, comercial e clientes-chave

  • tratar essas datas como “feriado operacional” para combos superdimensionados


2. Classificar a frota por tipo de veículo e limite


  • separar caminhões e combinações em “afetados pela portaria” e “não afetados”

  • sempre que possível, usar veículos dentro dos limites regulamentares em rotas críticas nas datas de restrição.


3. Ajustar rotas e programação


  • evitar trechos de pista simples em horários de restrição quando estiver com CVC, CTV ou CTVP superdimensionado


  • antecipar ou postergar saídas para que o caminhão não fique “travado” no meio do caminho


  • usar janelas noturnas e madrugadas quando operacionalmente viável


4. Comunicação clara com motoristas e clientes


  • treinar motoristas para entender as datas, horários e trechos onde não podem circular


  • alinhar com clientes e embarcadores que restrição de PRF não é opcional, é lei


Como a Ali Sat pode ajudar sua operação a respeitar as restrições sem perder eficiência


Ter conhecimento das regras é o primeiro passo. Transformar isso em operações ajustadas, seguras e eficientes é onde entra a tecnologia.


Com as soluções de rastreamento, telemetria e videotelemetria, você pode:


1. Monitorar a frota em tempo real nas rodovias federais


Ver exatamente onde está cada veículo que se enquadra na portaria, agir rapidamente se um caminhão estiver se aproximando de um trecho de pista simples em horário de restrição e criar cercas virtuais em trechos sensíveis para receber alertas automáticos quando um veículo entrar na área.


2. Planejar rotas mais inteligentes


Usar o histórico de viagens para entender onde os veículos superdimensionados mais rodam, simular rotas alternativas, horários de saída e paradas estratégicas e reduzir o risco de ficar parado à toa por falha de planejamento.


3. Controlar custos de paradas e atrasos


Medir o impacto das restrições em tempo parado, consumo e cumprimento de prazos, ajustar contratos, preços e janelas com base em dados reais de operação, não apenas em percepção e identificar se vale a pena reconfigurar carga e veículos para escapar das limitações de forma legal.


4. Aumentar a segurança da operação


Com videotelemetria, registrar todo o contexto de viagem em feriados e grandes fluxos, apoiar motoristas em situações de congestionamento, acidentes e desvios de rota e ter evidências e informações consolidadas em caso de sinistros.


37 dias de restrição exigem 365 dias de gestão


As restrições da PRF para 2026 deixam uma mensagem clara: quem trabalha com combinações pesadas e superdimensionadas vai precisar de ainda mais planejamento e controle.


São 37 dias ao longo do ano em que não basta querer rodar, é proibido por lei em diversos trechos.


Para transformar essas limitações em algo administrável (e até em vantagem competitiva), a chave é: conhecer as regras, organizar frota e rotas e usar tecnologia para enxergar, em tempo real, o que está acontecendo com cada veículo.


Estamos ao lado das transportadoras, embarcadores e empresas com frota própria justamente nessa missão: ajudar a cumprir a legislação, proteger sua operação e continuar entregando com segurança e eficiência, mesmo em um calendário com cada vez mais restrições nas rodovias federais.


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