Confiança do transporte rodoviário de cargas despenca em São Paulo, aponta pesquisa da CNT
- Felipe Vianna
- há 2 dias
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A confiança dos empresários do setor de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) em São Paulo atingiu o menor nível desde o início da série histórica do Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas, iniciado em 2023. Segundo o levantamento, divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), o Índice Geral de Confiança recuou para 41,2%, permanecendo abaixo da linha de neutralidade de 50% e registrando queda de 4,7% em relação ao segundo semestre de 2025.
Entre os cinco estados avaliados pela pesquisa, São Paulo apresentou o pior resultado do país, um dado que preocupa especialmente por se tratar do estado com maior concentração de transportadoras e movimentação de cargas do Brasil.
Pior queda histórica nas condições atuais do setor
O ponto mais crítico da pesquisa está no Índice de Condições Atuais, que despencou para 28,9%, o menor patamar já registrado desde a criação do levantamento. O indicador caiu 5,4% em relação ao semestre anterior e 8,3% na comparação com o primeiro semestre de 2025, evidenciando uma deterioração acelerada na percepção dos empresários sobre o ambiente de negócios.
Para a FETCESP, os números refletem a realidade de um setor responsável por movimentar aproximadamente 65% de todas as cargas transportadas no Brasil, que enfrenta simultaneamente o aumento dos custos operacionais, dificuldades de acesso ao crédito, escassez de motoristas profissionais e um ambiente regulatório cada vez mais complexo.
Carlos Panzan, presidente da FETCESP, destacou a necessidade de criar condições mais adequadas para quem gera emprego, movimenta a economia e garante o abastecimento do país, alertando que, sem mudanças na política fiscal, no ambiente regulatório e na redução dos custos operacionais, a tendência de baixa confiança tende a se agravar.
Um setor pressionado de vários lados
Além da necessidade de adaptação às novas exigências regulatórias implementadas em 2026, as transportadoras seguem enfrentando a alta do diesel, a defasagem dos valores do frete, o déficit de motoristas e as incertezas relacionadas às discussões sobre mudanças na legislação trabalhista e à implementação da Reforma Tributária. É uma combinação de fatores que testa a capacidade de planejamento das empresas, especialmente das que operam com margens já apertadas.
Apesar do cenário adverso, a pesquisa também identifica uma expectativa menos pessimista para os próximos meses: o Índice de Expectativas alcançou 47,4%, ainda abaixo da linha de neutralidade, mas acima do indicador de condições atuais, sinalizando que parte dos empresários acredita em uma melhora gradual, desde que o ambiente econômico e regulatório ofereça maior estabilidade e previsibilidade.
Para a Federação, recuperar a confiança do setor será fundamental para estimular investimentos em renovação de frota, inovação tecnológica, ampliação da capacidade operacional e geração de empregos, fortalecendo a competitividade de um segmento essencial para o abastecimento da população e o desenvolvimento econômico do país.

Gestão de frota como resposta a um cenário instável
Em um momento em que juros altos, custos operacionais crescentes e insegurança regulatória pressionam as margens das transportadoras, ter controle detalhado sobre a operação da frota deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade estratégica. É justamente nesse contexto que soluções de gestão de frota e videotelemetria ganham relevância: elas dão às empresas visibilidade real sobre consumo de combustível, comportamento de direção, manutenção preventiva e riscos operacionais, transformando dados em decisões que ajudam a reduzir custos e proteger vidas nas estradas.
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