top of page

Diesel em queda no início de 2026: como aproveitar o alívio no preço para reduzir o custo da sua frota

O ano de 2026 começou com montanha-russa no preço do diesel: logo na primeira semana, o combustível subiu por causa do aumento do ICMS. Mas, nas semanas seguintes, o movimento se inverteu e os preços passaram a recuar em boa parte do país. Em alguns estados, o valor na bomba já está abaixo do que se via no fim de 2025.


A análise é do especialista em combustíveis Vitor Sabag, da empresa Gasola (nstech), com base no Índice de Preço TNS (IPTNS), que monitora o comportamento do diesel em todo o Brasil.


Para transportadoras, embarcadores e empresas com frota própria, essa queda não é só “boa notícia de posto”: é oportunidade de gestão. Quem conseguir ler bem o cenário e ajustar abastecimento, rotas e precificação tende a proteger margem e ganhar competitividade.


O que está acontecendo com o preço do diesel em 2026?


De acordo com o estudo, o roteiro até aqui foi assim:


Primeira semana de janeiro: alta por conta da majoração do ICMS em R$ 0,05 por litro, que puxou o valor nas bombas para cima.


Semanas seguintes: o preço começa a cair em diversas regiões. Em alguns estados, a redução já compensou totalmente o impacto do ICMS, deixando o litro mais barato do que no fim de 2025.


O ano abriu caro, mas o mercado reagiu rápido, e o diesel voltou a aliviar parte da pressão sobre o caixa das frotas.


Por que o diesel está caindo mesmo com imposto mais alto?


A queda não é “milagre de posto”: há alguns vetores importantes por trás desse movimento.


Diesel importado mais barato


Um dos fatores é a queda relevante no preço do diesel importado, que ajuda a derrubar o custo para distribuidoras e revendas. Com combustível chegando mais barato, abre-se espaço para reduzir o preço ao consumidor sem destruir completamente a margem.


Disputa por volume no início do ano


O estudo também aponta que, no começo de ano, postos e distribuidoras tendem a buscar maior giro e participação de mercado, o que leva a: reposicionamento de preços, promoções regionais e ajustes para atrair transportadoras e grandes frotas.


Ou seja: tem estratégia comercial ajudando a “desinflar” o valor na bomba.


Estabilidade nas refinarias


Outro ponto relevante: a Acelen, refinaria privada da Bahia, mantém preços inalterados há semanas. A Petrobras não reajusta o diesel nas refinarias há cerca de nove meses.


Essa estabilidade interna, combinada com a queda do importado, ajuda a manter o cenário de recuo ou pelo menos alívio na maior parte do país.


O preço é o mesmo em todo lugar? Nem de longe.


Apesar da tendência geral de queda, o comportamento é bem diferente por região.


Maranhão, Piauí e Tocantins: quedas mais intensas. Recuo já superou o aumento do ICMS, em alguns pontos, a redução chega a cerca de R$ 0,10 por litro em relação ao fim de 2025.


Região Sul (PR, SC e RS): já absorveram o efeito do ICMS. Preços próximos aos níveis anteriores à alta.


Centro-Oeste e Sudeste: apesar de algumas reduções, o diesel ainda está, em média, acima do patamar do fim de 2025.


Essas diferenças mostram um recado claro para o gestor de frota: não dá mais para planejar abastecimento só “de ouvido”, é preciso olhar estado a estado, rota a rota.


Diesel em queda no início de 2026: como aproveitar o alívio no preço para reduzir o custo da sua frota

O que essa queda representa para sua frota?


Mesmo sendo um alívio, a queda no preço do diesel não significa que o problema está resolvido. Ela abre, na verdade, uma janela para você:


  • rever e atualizar seus custos reais por km

  • recalcular o custo variável (principalmente diesel) por rota e tipo de veículo;

  • ajustar simuladores e planilhas de precificação de frete.

  • planejar melhor onde e quanto abastecer

  • concentrar abastecimentos em estados com preço mais competitivo;

  • evitar “encher o tanque” em regiões onde o valor ainda está alto;

  • usar dados históricos para definir a melhor combinação entre rota x preço de combustível.

  • negociar com mais fundamento


Se o frete subiu quando o diesel explodiu, agora é hora de mostrar números para clientes e parceiros. Tanto para repactuar valores, quanto para explicar porque nem toda redução na bomba vira desconto imediato no frete (tem pedágio, manutenção, folha, impostos e uma série de outros custos no meio do caminho).


Como transformar esse cenário em vantagem competitiva


Aqui entra a parte que mais conversa com a realidade da Ali Sat e dos clientes que operam frota:


Tenha visibilidade total do consumo: com rastreamento e telemetria, você consegue medir consumo por veículo, rota e motorista, identificar trechos com marcha lenta excessiva (fila de porto, doca, barreira, pedágio) e comparar o consumo entre rotas com diesel mais barato e mais caro.


Isso permite que a área de planejamento responda perguntas como:


“Vale a pena rodar um pouco mais para abastecer em outro estado?”


“Em qual corredor logístico estou gastando mais diesel por tonelada entregue?”


Ajuste o comportamento ao volante: diesel em queda ajuda, mas não resolve condução ruim. Acelerações fortes, frenagens bruscas e excesso de velocidade continuam queimando dinheiro, veículos mal dirigidos consomem mais, desgastam mais pneus e exigem mais manutenção.


Com telemetria avançada, você monitora esses eventos, cria programas de direção econômica e reconhece motoristas que entregam melhor resultado em consumo e segurança.


Use dados para decidir onde abastecer: combine informações de preço por estado/região (como as do IPTNS e do Mapa de Preços de Combustível), dados de rota, distância até o próximo ponto de abastecimento e autonomia do caminhão. Você cria políticas de abastecimento inteligentes, por exemplo:


“Nessa rota, abasteça pesado em SC/PR, complete apenas o necessário em SP, evite encher no estado X”.


Isso parece detalhe, mas em operações com muitos veículos e alto giro, representa milhares de reais economizados por mês.


Olhe para o frete com visão de longo prazo: os movimentos de ICMS, geopolítica, importação e política de preços das refinarias mostram que o mercado é volátil.


Por isso, evite tomar decisões de frete apenas olhando o “preço da semana”. Considere cenários de alta e baixa do diesel nas suas negociações, crie cláusulas contratuais que permitam reajustes indexados ao combustível, quando possível.


Onde a Ali Sat entra nessa equação


A nossa missão é justamente ajudar empresas a tirar a gestão de frotas do escuro e colocá-la nas mãos do gestor com: rastreamento em tempo real, telemetria avançada, videotelemetria (quando a segurança também é ponto crítico) e relatórios que mostram consumo, rotas, paradas, eventos e custo por km com muito mais clareza.


Num cenário em que o diesel sobe com ICMS, cai com importado mais barato, varia por estado e ainda depende de guerra, câmbio e decisões de refinaria, quem tem dados confiáveis da frota consegue reagir mais rápido, planejar melhor e proteger a margem mesmo em mercados apertados.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page