Diesel em queda no início de 2026: como aproveitar o alívio no preço para reduzir o custo da sua frota
- Felipe Vianna

- há 10 horas
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O ano de 2026 começou com montanha-russa no preço do diesel: logo na primeira semana, o combustível subiu por causa do aumento do ICMS. Mas, nas semanas seguintes, o movimento se inverteu e os preços passaram a recuar em boa parte do país. Em alguns estados, o valor na bomba já está abaixo do que se via no fim de 2025.
A análise é do especialista em combustíveis Vitor Sabag, da empresa Gasola (nstech), com base no Índice de Preço TNS (IPTNS), que monitora o comportamento do diesel em todo o Brasil.
Para transportadoras, embarcadores e empresas com frota própria, essa queda não é só “boa notícia de posto”: é oportunidade de gestão. Quem conseguir ler bem o cenário e ajustar abastecimento, rotas e precificação tende a proteger margem e ganhar competitividade.
O que está acontecendo com o preço do diesel em 2026?
De acordo com o estudo, o roteiro até aqui foi assim:
Primeira semana de janeiro: alta por conta da majoração do ICMS em R$ 0,05 por litro, que puxou o valor nas bombas para cima.
Semanas seguintes: o preço começa a cair em diversas regiões. Em alguns estados, a redução já compensou totalmente o impacto do ICMS, deixando o litro mais barato do que no fim de 2025.
O ano abriu caro, mas o mercado reagiu rápido, e o diesel voltou a aliviar parte da pressão sobre o caixa das frotas.
Por que o diesel está caindo mesmo com imposto mais alto?
A queda não é “milagre de posto”: há alguns vetores importantes por trás desse movimento.
Diesel importado mais barato
Um dos fatores é a queda relevante no preço do diesel importado, que ajuda a derrubar o custo para distribuidoras e revendas. Com combustível chegando mais barato, abre-se espaço para reduzir o preço ao consumidor sem destruir completamente a margem.
Disputa por volume no início do ano
O estudo também aponta que, no começo de ano, postos e distribuidoras tendem a buscar maior giro e participação de mercado, o que leva a: reposicionamento de preços, promoções regionais e ajustes para atrair transportadoras e grandes frotas.
Ou seja: tem estratégia comercial ajudando a “desinflar” o valor na bomba.
Estabilidade nas refinarias
Outro ponto relevante: a Acelen, refinaria privada da Bahia, mantém preços inalterados há semanas. A Petrobras não reajusta o diesel nas refinarias há cerca de nove meses.
Essa estabilidade interna, combinada com a queda do importado, ajuda a manter o cenário de recuo ou pelo menos alívio na maior parte do país.
O preço é o mesmo em todo lugar? Nem de longe.
Apesar da tendência geral de queda, o comportamento é bem diferente por região.
Maranhão, Piauí e Tocantins: quedas mais intensas. Recuo já superou o aumento do ICMS, em alguns pontos, a redução chega a cerca de R$ 0,10 por litro em relação ao fim de 2025.
Região Sul (PR, SC e RS): já absorveram o efeito do ICMS. Preços próximos aos níveis anteriores à alta.
Centro-Oeste e Sudeste: apesar de algumas reduções, o diesel ainda está, em média, acima do patamar do fim de 2025.
Essas diferenças mostram um recado claro para o gestor de frota: não dá mais para planejar abastecimento só “de ouvido”, é preciso olhar estado a estado, rota a rota.

O que essa queda representa para sua frota?
Mesmo sendo um alívio, a queda no preço do diesel não significa que o problema está resolvido. Ela abre, na verdade, uma janela para você:
rever e atualizar seus custos reais por km
recalcular o custo variável (principalmente diesel) por rota e tipo de veículo;
ajustar simuladores e planilhas de precificação de frete.
planejar melhor onde e quanto abastecer
concentrar abastecimentos em estados com preço mais competitivo;
evitar “encher o tanque” em regiões onde o valor ainda está alto;
usar dados históricos para definir a melhor combinação entre rota x preço de combustível.
negociar com mais fundamento
Se o frete subiu quando o diesel explodiu, agora é hora de mostrar números para clientes e parceiros. Tanto para repactuar valores, quanto para explicar porque nem toda redução na bomba vira desconto imediato no frete (tem pedágio, manutenção, folha, impostos e uma série de outros custos no meio do caminho).
Como transformar esse cenário em vantagem competitiva
Aqui entra a parte que mais conversa com a realidade da Ali Sat e dos clientes que operam frota:
Tenha visibilidade total do consumo: com rastreamento e telemetria, você consegue medir consumo por veículo, rota e motorista, identificar trechos com marcha lenta excessiva (fila de porto, doca, barreira, pedágio) e comparar o consumo entre rotas com diesel mais barato e mais caro.
Isso permite que a área de planejamento responda perguntas como:
“Vale a pena rodar um pouco mais para abastecer em outro estado?”
“Em qual corredor logístico estou gastando mais diesel por tonelada entregue?”
Ajuste o comportamento ao volante: diesel em queda ajuda, mas não resolve condução ruim. Acelerações fortes, frenagens bruscas e excesso de velocidade continuam queimando dinheiro, veículos mal dirigidos consomem mais, desgastam mais pneus e exigem mais manutenção.
Com telemetria avançada, você monitora esses eventos, cria programas de direção econômica e reconhece motoristas que entregam melhor resultado em consumo e segurança.
Use dados para decidir onde abastecer: combine informações de preço por estado/região (como as do IPTNS e do Mapa de Preços de Combustível), dados de rota, distância até o próximo ponto de abastecimento e autonomia do caminhão. Você cria políticas de abastecimento inteligentes, por exemplo:
“Nessa rota, abasteça pesado em SC/PR, complete apenas o necessário em SP, evite encher no estado X”.
Isso parece detalhe, mas em operações com muitos veículos e alto giro, representa milhares de reais economizados por mês.
Olhe para o frete com visão de longo prazo: os movimentos de ICMS, geopolítica, importação e política de preços das refinarias mostram que o mercado é volátil.
Por isso, evite tomar decisões de frete apenas olhando o “preço da semana”. Considere cenários de alta e baixa do diesel nas suas negociações, crie cláusulas contratuais que permitam reajustes indexados ao combustível, quando possível.
Onde a Ali Sat entra nessa equação
A nossa missão é justamente ajudar empresas a tirar a gestão de frotas do escuro e colocá-la nas mãos do gestor com: rastreamento em tempo real, telemetria avançada, videotelemetria (quando a segurança também é ponto crítico) e relatórios que mostram consumo, rotas, paradas, eventos e custo por km com muito mais clareza.
Num cenário em que o diesel sobe com ICMS, cai com importado mais barato, varia por estado e ainda depende de guerra, câmbio e decisões de refinaria, quem tem dados confiáveis da frota consegue reagir mais rápido, planejar melhor e proteger a margem mesmo em mercados apertados.




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