Diesel S-10 em queda no Norte e Nordeste: como isso impacta sua frota e o custo por km
- Felipe Vianna
- há 5 horas
- 4 min de leitura
O início de 2026 trouxe uma notícia importante para quem vive de caminhão: o diesel S-10 começou a recuar de preço em vários estados do Norte e Nordeste, e a tendência já começa a aparecer também no Sul, especialmente no Paraná.
Para gestores de frota e transportadoras, isso não é só curiosidade de mercado, é oportunidade direta de reduzir custo por km rodado e planejar melhor onde e quando abastecer.
O que mostram os dados sobre o diesel S-10
De acordo com levantamento do Índice de Preço TNS (IPTNS), desenvolvido pela empresa Gasola, as primeiras semanas de 2026 registraram quedas pontuais no preço do diesel S-10 em estados onde o produto importado tem forte presença.
Destaques do estudo:
Maranhão: média de R$ 5,56
Tocantins: média de R$ 5,63
Ambos já abaixo dos valores do fim de 2025, revertendo o impacto do reajuste de ICMS do início do ano.
Outros estados também chamam atenção, com queda relevante no S-10:
Goiás: média de R$ 5,61
Pernambuco: R$ 5,56
Paraíba: R$ 5,57
No Sul, o movimento começa a ganhar força, com destaque para o Paraná, que fechou a última semana com média de R$ 5,51 no diesel S-10, um dos menores patamares entre os estados analisados.
Por que o preço do S-10 está recuando nessas regiões?
Uma combinação de fatores explica a queda:
Retomada gradual da demanda após o pico de consumo nas festas de fim de ano;
Ajustes logísticos na cadeia de suprimento do diesel, especialmente nas regiões que dependem mais de produto importado;
Maior competição no atacado, que pressiona distribuidoras e postos a reajustarem os preços para baixo.
Além disso, o uso de ferramentas de inteligência de preços, como o “Mapa de Preços de Combustível”, atualizado semanalmente, permite que embarcadores e transportadoras enxerguem melhor onde o combustível está mais competitivo e ajustem as estratégias de abastecimento.

O que essa queda representa para o transporte de cargas
Para quem roda o país com frota própria ou contratada, esse movimento traz alguns impactos diretos:
1. Redução pontual do custo por km: em rotas que passam por estados com preço médio menor, abastecer estrategicamente pode reduzir o custo por km rodado, especialmente em operações de longa distância com alto consumo mensal de diesel S-10.
Mesmo uma diferença de R$ 0,15 a R$ 0,25 por litro, em uma frota média, ao longo de um mês, representa:
milhares de litros consumidos;
economia significativa no fechamento do caixa.
2. Revisão de tabelas de frete e margens: quem vende frete pode ganhar fôlego na margem em contratos já assinados, quando o combustível fica abaixo do cenário previsto ou usar esse momento para negociar melhor com clientes estratégicos, sem comprometer a rentabilidade.
Quem compra frete tem a oportunidade de exigir maior transparência de custo e acompanhar se reduções de diesel estão de fato sendo consideradas pelos prestadores.
3. Planejamento de rotas e pontos de abastecimento: com diferenças regionais de preço, não faz sentido abastecer sempre da mesma forma. É hora de olhar o mapa e responder:
Faz sentido rodar um pouco mais para abastecer onde o preço compensa?
Quais são os postos preferenciais por região?
O abastecimento está alinhado com as rotas mais baratas e seguras para a frota?
Como o gestor de frota pode aproveitar o recuo do diesel S-10
Aqui vão algumas ações práticas para transformar essa queda em vantagem real para a operação:
1. Atualizar sua política de abastecimento
Definir postos prioritários por estado/rota, considerando preço médio, segurança e qualidade do combustível;
Orientar motoristas e supervisores sobre onde abastecer mais e onde abastecer só o mínimo necessário para seguir viagem.
2. Integrar dados de preço com o planejamento de rotas
Cruzar informações de preço por estado com as rotas mais usadas pela empresa;
Avaliar se pequenas mudanças de trajeto podem gerar economia relevante no abastecimento, sem prejudicar prazo e segurança.
3. Recalcular custo operacional e simular cenários
Reavaliar o custo por km considerando os novos valores médios do S-10 nas regiões em que a frota atua;
Simular o impacto dessa queda em diferentes perfis de operação (urbano, rodoviário, regional, longa distância).
4. Acompanhar o movimento semana a semana
O cenário de combustível no Brasil é dinâmico: hoje cai, amanhã pode subir.
Acompanhe relatórios de preço e tendências com frequência;
Adapte a política de abastecimento sempre que houver mudança relevante, em vez de manter uma regra “fixa” o ano todo.
Onde entra a Ali Sat nessa equação
A queda do diesel S-10 em alguns estados é uma boa notícia, mas só vira resultado no caixa se você tiver visibilidade e controle real da sua frota.
Com as nossas soluções, você consegue:
1. Ver onde sua frota roda e onde deveria abastecer: acompanhar cada veículo em tempo real no mapa, identificar quais estados e regiões concentram mais km rodados, criar cercas virtuais em postos parceiros ou preferenciais para monitorar onde o abastecimento está acontecendo de fato.
2. Controlar consumo e desvio de padrão: analisar consumo médio por veículo, rota e motorista, detectar excessos de marcha lenta, velocidade e desvios de rota que desperdiçam combustível, monitorar a coerência entre litros abastecidos x km rodados, ajudando a identificar erros ou fraudes.
3. Transformar dados em decisão: gerar relatórios que mostram quanto a frota economizou quando o diesel ficou mais barato em determinadas regiões. Usar essas informações para negociar melhor com clientes, postos e fornecedores e ajustar contratos e operações com base em números reais, não suposição.
Preço em queda é oportunidade, não garantia
O recuo do diesel S-10 em estados do Norte e Nordeste e o início dessa tendência no Sul é uma janela interessante para reduzir custos logísticos e melhorar a competitividade de quem opera com frota.
Mas o combustível não abastece sozinho no lugar certo.
É preciso: política clara de abastecimento, monitoramento inteligente e ferramentas de gestão que mostrem, em detalhes, onde o dinheiro está sendo gasto e onde pode ser economizado.
A tecnologia de gestão de frotas da Ali Sat está justamente aqui: ajudando empresas a transformar movimentos de mercado, como a queda do diesel S-10, em economia real, eficiência operacional e decisões mais inteligentes em cada quilômetro rodado.
