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Exportações do agro recuam em janeiro de 2026

As exportações brasileiras de produtos agropecuários somaram US$ 10,8 bilhões em janeiro de 2026, uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Mesmo com o recuo, o resultado ainda é o terceiro maior da série histórica para o mês, reforçando o peso do agro na economia brasileira.


Para quem vive na estrada, como transportadoras, embarcadores e empresas com frota própria, esse cenário é um sinal de alerta e, ao mesmo tempo, de oportunidade: menos valor exportado não significa menos caminhão rodando, mas cobra ainda mais eficiência e controle de custos na operação logística.


Neste artigo, vamos te explicar:


  • por que o valor exportado caiu, mesmo com mais carga embarcada;


  • quais setores seguem puxando o agro brasileiro;


  • como isso impacta o transporte rodoviário;


  • o que gestores de frota podem fazer para manter a rentabilidade em um cenário de margens mais apertadas.


O que aconteceu com as exportações do agro em janeiro?


De acordo com dados do Ministério da Agricultura, consolidados por veículos especializados, o quadro é o seguinte:


Valor exportado: US$ 10,8 bilhões


Variação anual: queda de 2,2% (cerca de US$ 244 milhões a menos que em janeiro de 2025)


Participação nas exportações totais do Brasil: 42,8%


Volume exportado: aumento de 7%


Preços médios internacionais: queda de 8,6%


O Brasil exportou mais toneladas, mas ganhou menos em dólares por causa da queda nos preços internacionais das commodities agrícolas.


Índices globais de preços de alimentos, como os da FAO e do Banco Mundial, registraram recuos na comparação anual, pressionando a receita em dólar mesmo com a demanda aquecida.


Quais setores puxaram as exportações do agro?


Mesmo com o recuo no valor total, alguns segmentos continuaram muito fortes. Entre os principais grupos exportadores de janeiro estão:


  • Carnes: US$ 2,58 bilhões

  • Complexo soja: US$ 1,66 bilhão

  • Produtos florestais: US$ 1,38 bilhão

  • Cereais, farinhas e preparações: US$ 1,12 bilhão

  • Café: US$ 1,10 bilhão

  • Complexo sucroalcooleiro: US$ 750 milhões


Juntos, esses seis grupos responderam por quase 80% das exportações do agronegócio em janeiro.


Destaques importantes:


Carne bovina in natura liderou como produto individual de maior valor exportado, com cerca de US$ 1,3 bilhão em embarques.


As proteínas animais bateram recorde de exportações no mês.


Falando de destinos:


A China segue como maior compradora, com cerca de 20% das exportações do agro, somando mais de US$ 2,1 bilhões.


União Europeia e Estados Unidos aparecem na sequência, embora com recuos em relação ao ano anterior.


Houve crescimento das vendas para países da ASEAN (Sudeste Asiático), além de mercados como Emirados Árabes, Turquia e outros países do Oriente Médio.


Para o transporte rodoviário, isso significa uma coisa simples:

a carga continua existindo e se diversificando em destinos, mas com pressão maior sobre preço e eficiência.


Exportações do agro recuam em janeiro de 2026

O que a queda no valor exportado significa para o transporte rodoviário?


Quando o agronegócio fatura menos por tonelada exportada, mesmo embarcando mais volume, a conta aperta em toda a cadeia:


Fretes mais pressionados: com menor margem na exportação, embarcadores e tradings tendem a negociar fretes com ainda mais força, buscando reduzir custos logísticos.


Maior foco na produtividade da frota: cada viagem precisa ser melhor aproveitada: menos quilômetro rodado vazio, menos desvio de rota, menos atraso em porto e terminais.


Sensibilidade maior ao custo operacional: diesel, manutenção, pneus e pedágio seguem caros. Qualquer desperdício vira ameaça direta à rentabilidade do transporte.


Exigência crescente de profissionalização: com mercados como China e União Europeia cada vez mais exigentes em prazos e qualidade, empresas de transporte e operadores logísticos precisam provar controle, rastreabilidade e segurança.


A queda no valor exportado força o setor de transporte a fazer mais com menos, mais tonelada entregue, com menos custo por km e mais previsibilidade.


Como a gestão inteligente de frotas ajuda a atravessar esse cenário


É justamente aqui que entra o papel da gestão de frotas apoiada em tecnologia, como as soluções de rastreamento, telemetria e videotelemetria da Ali Sat.


1. Planejamento de rotas e redução de ociosidade


Com rastreamento em tempo real e histórico de rotas, a empresa consegue: reduzir quilometragem ociosa entre origem, armazéns, portos e clientes. Identificar pontos de gargalo (portos, pedágios, acessos rurais) e ajustar rotas e janelas de carregamento. Encaixar melhor as viagens de retorno, reduzindo o índice de caminhões voltando vazios.


Em um cenário em que o valor por tonelada está pressionado, cada km rodado precisa fazer sentido.


2. Telemetria para baixar custo por km


A telemetria ajuda a transformar comportamento de direção em números: excesso de velocidade, acelerações e frenagens bruscas, marcha lenta em demasia e condução agressiva em estrada de chão ou acesso rural.


Com esses dados, o gestor pode:


  • implantar programas de direção econômica;

  • reduzir consumo de combustível;

  • diminuir desgaste de pneus e suspensão em áreas rurais e estradas não pavimentadas;

  • estender a vida útil da frota.


No agro, onde muitas rotas envolvem longas distâncias até portos, terminais ferroviários ou plantas industriais, essa diferença de consumo representa margem no fim do mês.


3. Videotelemetria para segurança e proteção de carga


Com cargas de alto valor (carne, grãos, café, açúcar, celulose), cresce a preocupação com: roubos, sinistros em estrada, acidentes em acessos precários e disputas sobre responsabilidade em danos.


A videotelemetria permite:


  • acompanhar em vídeo o que acontece com o veículo, a carga e o motorista;

  • ter evidências em casos de acidentes, roubos ou avarias;

  • treinar motoristas com base em situações reais;

  • reforçar procedimentos de segurança em rotas críticas.


Em contratos de exportação, isso também fortalece a imagem da transportadora ou operador logístico como parceiro confiável, o que ajuda a manter e ganhar clientes mesmo em cenários de pressão sobre o frete.


4. Dados para negociar melhor com embarcadores e indústrias


Quando você tem dados confiáveis da sua operação, fica mais fácil:


  • mostrar tempo real de ciclo (origem → porto → retorno);

  • comprovar impacto de filas, acessos ruins e janelas restritas;

  • justificar valores de frete com base em fatos, não só em percepção.


Com dashboards bem construídos, a empresa pode:


  • separar rotas e operações realmente rentáveis daquelas que consomem margem;

  • priorizar clientes, regiões e produtos;

  • ajustar o mix de contratos (spot, fixo, por tonelada, por km etc.).


Em um agro que fatura menos por causa de preços internacionais, quem controla dados e custos tem vantagem na mesa de negociação.


E os próximos meses?


Apesar da queda de 2,2% em janeiro, o patamar de US$ 10,8 bilhões continua muito alto e o agro segue responsável por quase metade das exportações brasileiras.


Há espaço para retomada de preços internacionais em alguns segmentos, diversificação de mercados compradores (como ASEAN e Oriente Médio) e maior demanda por logística eficiente e rastreável, especialmente em cadeias de proteína animal, grãos e produtos florestais.


A estrada não vai esvaziar, mas só vai prosperar quem entregar mais controle, mais segurança e mais produtividade por caminhão.


Menos preço, mais eficiência


O recuo das exportações do agro em janeiro mostra uma mensagem clara para quem trabalha com transporte de cargas: não dá mais para contar só com o volume, é preciso controlar cada detalhe da operação.


Com rastreamento confiável, telemetria avançada, videotelemetria integrada e uma leitura inteligente dos dados da frota, transportadoras, operadores logísticos e empresas do agro podem atravessar esse cenário de preços mais baixos sem perder competitividade e, em muitos casos, saindo na frente justamente por terem profissionalizado a gestão da frota.


A Ali Sat está ao lado das empresas que querem fazer esse movimento: transformar caminhões, dados e tecnologia em resultado real, mesmo quando o mercado internacional aperta.

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