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Frete por Km rodado cai em julho e chega a R$ 8,63: entenda os motivos

O preço médio do frete por quilômetro rodado fechou julho em R$ 8,63, uma queda de 0,46% em relação aos R$ 8,67 registrados em junho. O dado é do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), elaborado a partir de informações da plataforma Repom, e ajuda a entender um mês marcado por mudanças regulatórias importantes para o setor de transporte de cargas.


Entender o que puxou essa queda e o que pode mudar o cenário nas próximas semanas é essencial para qualquer transportadora que precisa precificar frete com margem de segurança.


Diesel mais barato foi o principal fator


Segundo análise, a queda no preço do frete reflete, principalmente, o alívio nos custos operacionais proporcionado pela redução do preço do diesel. Como o combustível é um dos itens de maior peso na composição de custo do transporte rodoviário, qualquer variação nesse item tende a se refletir rapidamente no preço final do frete, para cima ou para baixo.


Novo marco regulatório do piso mínimo entra em vigor


Julho também trouxe mudanças estruturais importantes na regulação do frete. A ANTT publicou a Resolução nº 6.084, que atualizou a tabela dos pisos mínimos, reduzindo os coeficientes de deslocamento (CCD) entre 0,002% e 2,18%. No mesmo período, foi sancionada a Lei nº 15.485, que tornou definitivas as regras de fiscalização e piso mínimo de frete que até então vigoravam por meio de medida provisória.


Na prática, essas mudanças reforçam a exigência de que os custos operacionais totais do transporte sejam refletidos no preço cobrado pelo frete, o que torna ainda mais importante para as transportadoras ter clareza sobre seus próprios custos reais de operação, e não apenas seguir uma tabela de referência.


Frete por Km Rodado Cai em Julho e Chega a R$ 8,63: Entenda os Motivos

O que pode pressionar os preços em agosto


Apesar do recuo, a dinâmica de oferta e demanda deve sustentar pressão sobre os fretes nas próximas semanas. O avanço da colheita da segunda safra de milho, com 37,3% da área plantada já colhida em Mato Grosso do Sul, tende a aquecer a demanda por caminhões e pode influenciar os preços em agosto. Ao mesmo tempo, a redução da Selic para 14% ao ano passa a compor o cenário econômico observado pelo setor, com potencial de facilitar o acesso a crédito.


Em contrapartida, a indústria brasileira mostrou sinais de desaceleração em julho: o Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial caiu de 50,8 para 47,5 pontos, a contração mais intensa dos últimos cinco meses. Ainda assim, a confiança dos industriais para os próximos 12 meses subiu de 53% para 66%, um sinal de otimismo de médio prazo que contrasta com o resultado imediato do mês.


Por que isso importa para quem gerencia frota


Esse cenário, diesel em queda, novo marco regulatório de piso mínimo e demanda sazonal aquecida por safra, mostra como o preço do frete depende de múltiplas variáveis que mudam mês a mês. Nesse contexto, ter controle preciso sobre o custo real da própria operação deixa de ser apenas uma boa prática e passa a ser uma exigência regulatória.


É aqui que a gestão de frota baseada em dados se torna estratégica: com videotelemetria, é possível acompanhar consumo de combustível por veículo e por rota, identificar oportunidades reais de economia de diesel e ter dados concretos para justificar o custo operacional cobrado no frete, em conformidade com as novas regras de piso mínimo.

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