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Piso mínimo de frete: o que as novas regras significam para a sua operação logística

Se você é gestor de logística ou responsável pela cadeia de suprimentos de uma empresa, provavelmente já está acompanhando com atenção as mudanças regulatórias que entraram em vigor nas últimas semanas. As novas regras relacionadas ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) elevaram o nível de fiscalização sobre o piso mínimo de frete no Brasil e as implicações para embarcadores e contratantes de transporte são consideráveis.


A Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (ANUT) veio a público alertar: o endurecimento das exigências pode gerar dificuldades operacionais sérias, especialmente em operações com margens menores, e há risco real de desabastecimento em determinados segmentos.


O que mudou na prática?


As alterações regulatórias têm base em três instrumentos normativos publicados em 2026: a Medida Provisória nº 1.343/2026, a Resolução ANTT nº 6.078/2026 e a Portaria SUROC nº 6/2026.


A Portaria SUROC foi a que gerou maior impacto imediato ao exigir maior rastreabilidade das operações e validações automáticas relacionadas ao piso mínimo de frete. Na prática, isso significa que contratos e operações de transporte rodoviário passam a ser monitorados de forma mais rigorosa desde o momento do registro, antes mesmo do caminhão sair.


O aumento das autuações é um dos riscos destacados pela ANUT. Operações que não estejam em conformidade com o piso mínimo de frete podem resultar em penalidades que afetam diretamente o fluxo de carga e os custos operacionais da sua empresa.


Por que o risco de desabastecimento é real?


O Brasil é um país cuja matriz logística depende fortemente do transporte rodoviário. Quando há tensão nesse segmento, toda a cadeia produtiva sente. A crise de 2018 é um exemplo concreto: uma greve de caminhoneiros paralisou o país em poucos dias.


Hoje, a alternativa ferroviária opera no limite, segundo a ANUT, o modal ferroviário já processa cerca de 550 milhões de toneladas e não tem capacidade para absorver volumes adicionais. Qualquer instabilidade no transporte rodoviário, portanto, não tem uma válvula de escape imediata.


Há ainda um ponto crítico de insegurança regulatória: o Supremo Tribunal Federal ainda não definiu a constitucionalidade do piso mínimo de frete, e essa incerteza jurídica já se arrasta por cerca de oito anos. Operar nesse ambiente exige atenção redobrada ao compliance e à gestão de contratos.


Piso mínimo de frete: o que as novas regras significam para a sua operação logística

A saída: diálogo e acordo entre as partes


A posição da ANUT é clara: enquanto embarcadores e caminhoneiros permanecerem em lados opostos da mesa, a solução ficará cada vez mais distante. A entidade defende um acordo negociado entre as partes como o caminho mais sustentável para equilibrar os interesses do setor.


Em março de 2026, após a publicação das resoluções, governo e representantes dos caminhoneiros chegaram a um entendimento no Palácio do Planalto, evitando uma paralisação nacional. O episódio reforça que o diálogo estruturado é a via mais eficaz, mas exige que as empresas embarcadoras também se posicionem de forma proativa nessas negociações.


O que sua empresa deve fazer agora?


Diante desse cenário, gestores de logística e supply chain devem adotar medidas preventivas imediatas.


  • Revise todos os contratos de frete para garantir que os valores praticados estejam em conformidade com o piso mínimo vigente. Contratos fora da conformidade são o principal vetor de autuações.


  • Atualize seus processos de registro no CIOT conforme as novas exigências da Portaria SUROC nº 6/2026. O rastreamento começa antes da saída do veículo.


  • Diversifique fornecedores de transporte como medida de resiliência. Concentração em poucos transportadores aumenta a exposição ao risco operacional em momentos de instabilidade regulatória.


  • Monitore o STF sobre a constitucionalidade do piso mínimo. Uma decisão favorável ou contrária pode alterar o cenário radicalmente em curto prazo.


  • Por fim, engaje sua empresa no diálogo setorial. Associações como a ANUT representam os interesses dos embarcadores nesse debate, estar presente é mais estratégico do que reagir depois.


Gerenciar operações logísticas em um ambiente regulatório em constante mudança exige parceiros que entendam do negócio. A Ali Sat oferece soluções que ajudam sua empresa a operar com mais eficiência, previsibilidade e conformidade no transporte de cargas. Entre em contato com a nossa equipe e descubra como podemos apoiar a sua operação.



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