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Qualidade das rodovias faz custo do transporte rodoviário subir 31,2% no Brasil

Não é só impressão de quem vive na estrada: a qualidade das rodovias brasileiras está mexendo direto no bolso de transportadoras, embarcadores e frotistas.


De acordo com a Pesquisa CNT de Rodovias 2025, divulgada pela CNT, a qualidade do pavimento aumenta, em média, 31,2% os custos operacionais do transporte rodoviário no Brasil. Mesmo com uma melhora geral em relação a 2024, o impacto financeiro, de segurança e ambiental segue enorme.


A seguir, veremos os principais números do estudo e entender o que tudo isso significa para quem gerencia frota todos os dias.


1. Como o pavimento ruim encarece o transporte


Segundo a pesquisa, os problemas nas rodovias brasileiras afetam diretamente:


  • consumo de combustível;

  • manutenção de veículos;

  • tempo de viagem;

  • risco de acidentes;

  • custo da operação como um todo.


Alguns dados centrais do levantamento:


  • 31,2% de aumento médio nos custos operacionais devido à qualidade do pavimento no Brasil;


  • Nas rodovias públicas, 64,4% têm algum problema no pavimento, elevando os custos em até 35,8%;


  • Nas rodovias concedidas, 34,4% apresentam irregularidades, com aumento médio de até 18,4% nos custos, comparado a um pavimento em condição ótima.


Ou seja: mesmo onde a situação é “melhor”, o bolso ainda sente.


2. Diesel desperdiçado e impacto bilionário


Um dos pontos mais sensíveis para qualquer operação de frota é o combustível. A CNT estima que a má qualidade do pavimento gera, todos os anos: desperdício de 1,2 bilhão de litros de diesel, o que representa cerca de R$ 7,2 bilhões em custos adicionais.


Esse dinheiro some em:


  • caminhão reduzindo velocidade em piso ruim;

  • mais frenagens e retomadas;

  • desgaste aumentado de pneus e componentes;

  • motores trabalhando fora da melhor faixa de eficiência.


É combustível que poderia estar virando lucro, ou sendo investido em renovação de frota, tecnologias de baixo carbono ou modernização da operação e acaba indo embora no buraco (literalmente).


Qualidade das rodovias faz custo do transporte rodoviário subir 31,2% no Brasil

3. Acidentes: custo econômico e humano


As rodovias ruins não pesam apenas no diesel e na manutenção. Elas também aumentam riscos para motoristas e cargas.


Entre janeiro de 2016 e julho de 2025, foram registrados 697.435 acidentes nas rodovias federais monitoradas pela PRF, com custo econômico estimado em R$ 149,67 bilhões, somando atendimentos de emergência, danos a veículos, perda de carga e impactos sociais.


Para quem gerencia frota, isso significa:


  • mais chance de sinistros;

  • aumento de prêmios de seguro;

  • interrupção de rotas;

  • atrasos em entregas e quebra de SLA com clientes.


4. A malha melhorou, mas ainda está longe do ideal


A boa notícia: a pesquisa mostra um pequeno avanço na qualidade geral da malha rodoviária em 2025. Do total de 114.197 km avaliados:


  • 37,9% foram classificados como ótimos ou bons (em 2024 eram 33,0%);

  • os trechos ruins ou péssimos caíram de 26,6% para 19,1%;

  • o restante (43,0%) segue como regular.


Ou seja, saímos de um cenário de deterioração contínua para uma leve recuperação, mas:


Ainda temos mais de 60% da malha entre regular, ruim e péssima.


Para recuperar a malha com intervenções emergenciais de reconstrução, restauração e manutenção, a CNT estima a necessidade de R$ 101,1 bilhões em investimentos.

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5. Diferenças regionais: onde o custo pesa mais


A pesquisa detalha também o impacto por região, e os números ajudam a explicar por que algumas rotas “doem” muito mais no caixa do que outras:


Norte


  • Apenas 18,7% da malha é ótima/boa

  • 32,3% das rodovias são ruins ou péssimas

  • As condições elevam em 43,1% o custo operacional do transporte


Nordeste


  • 30,9% da malha é ótima/boa

  • 23,4% ainda é ruim ou péssima

  • A qualidade do pavimento aumenta em 31,1% o custo operacional.


Sudeste


  • Melhor índice do país: 51,7% ótima/boa

  • Ainda assim, o pavimento eleva em 26,4% os custos


Sul


  • 36,4% da malha em boas condições

  • Custos operacionais sobem, em média, 31,2% por conta do pavimento


Centro-Oeste


  • Menor proporção de trechos ruins/péssimos (7,9%), mas quase metade da malha é regular

  • Isso ainda provoca aumento de 30,3% nos custos.


Na prática: independente da região, a infraestrutura rodoviária está inflando o custo logístico no Brasil – em alguns casos, de forma dramática.


6. O que isso significa para a gestão de frotas


Se você é gestor de frota, transportador ou embarcador, essa realidade tem impacto direto no seu dia a dia. Alguns pontos estratégicos:


a) Frete precisa considerar a realidade da infraestrutura: rotas que atravessam trechos ruins, com muitos pontos críticos ou regiões como Norte e parte do Nordeste, precisam ter: fretes diferenciados, margens ajustadas e cláusulas contratuais que levem em conta tempo extra, risco e maior desgaste da frota.


Trabalhar com tabela “padrão Brasil” sem olhar o mapa de qualidade das rodovias é receita para perder dinheiro.


b) Manutenção preditiva deixa de ser luxo: rodovia ruim = mais esforço em suspensão, pneus, freios e estrutura do veículo.


Quem não acompanha: quilometragem por rota, padrão de manutenção por tipo de trecho e histórico de quebra por estrada, acaba apagando incêndio ao invés de planejar. A tendência é viver com veículo parado na oficina e frota sempre no limite.


c) Planejamento de rotas inteligente (não só o caminho mais curto): para certas origens e destinos, pode valer mais a pena: rodar um pouco mais em uma rodovia concedida e melhor, do que “cortar caminho” em trechos muito ruins.


O custo por km rodado não é só combustível + pedágio: é custo total de operação, que inclui manutenção, riscos e tempo parado em oficina.


7. Como a tecnologia da Ali Sat ajuda a reduzir o impacto das rodovias ruins


Não dá para o gestor consertar o asfalto. Mas dá para mitigar o estrago com informação, tecnologia e gestão ativa.


Rastreamento e telemetria


Com soluções de rastreamento e telemetria, você consegue:


  • analisar consumo de combustível por rota e veículo;


  • identificar trechos onde há mais frenagens, buracos e redução brusca de velocidade;


  • comparar desempenho de diferentes trajetos entre os mesmos pontos;


  • correlacionar quebra e manutenção com determinadas rodovias.


Isso permite:


  • desenhar rotas mais eficientes,


  • recalcular o frete considerando a realidade de cada corredor logístico,


  • agir preventivamente na manutenção.


Videotelemetria


Com câmeras embarcadas, você aumenta ainda mais o nível de controle:


  • registro de incidentes e quase-acidentes por conta de buracos, falta de acostamento ou curvas mal sinalizadas;


  • proteção jurídica e comprovação em caso de sinistros relacionados à infraestrutura;


  • visibilidade sobre o comportamento do motorista em trechos críticos, ajudando no treinamento e redução de risco.


Gestão por dados, não por “sensação”


Quando você cruza: dados de rastreamento, telemetria, videotelemetria, relatórios de manutenção e custos de combustível, consegue transformar a realidade das rodovias em indicadores concretos dentro da sua operação.


E aí, em vez de apenas reclamar do asfalto, você:


  • ajusta tabela de frete

  • escolhe melhor os caminhos

  • protege seus veículos

  • melhora sua margem mesmo em um cenário hostil


Buraco na estrada ou buraco no caixa?


A pesquisa CNT de Rodovias 2025 deixa claro: a condição das rodovias não é só um problema de infraestrutura pública. É um fator que aumenta em mais de 30% o custo do transporte rodoviário no Brasil e impacta diretamente a competitividade das empresas.


Para quem trabalha com frota, o caminho é olhar para esses números e reagir! Rever rotas, fretes e contratos, investir em rastreamento, telemetria e videotelemetria.


Aqui na Ali Sat, nosso foco é justamente esse: ajudar você a navegar por um cenário de rodovias desafiadoras com mais controle, mais segurança e menos desperdício, para que, mesmo com buraco na pista, não falte previsibilidade e resultado no seu negócio.

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