Radar com IA que flagra infrações dentro do veículo tem nova data para chegar à BR-116 no RS
A fiscalização eletrônica está prestes a entrar na cabine. A PRF vai testar, no Rio Grande do Sul, câmeras com inteligência artificial capazes de flagrar infrações cometidas dentro do veículo, como falar ao telefone e dirigir sem cinto de segurança. A empresa responsável, a Kopp Tecnologia, de Vera Cruz, ganhou novo prazo e tem até o fim de dezembro para colocar os equipamentos em funcionamento. Para quem opera frota, o recado é direto: o comportamento do motorista dentro da cabine passa a ser alvo de fiscalização automatizada na rodovia.
O que mudou no prazo
O novo prazo existe porque o vínculo anterior com a empresa precisou ser cancelado. Foi incluída no novo contrato uma cláusula que prevê a doação dos equipamentos para a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O novo vínculo está em vigor há cerca de uma semana, e a Kopp agora tem até o fim de dezembro para instalar e ativar as câmeras.
Onde os equipamentos serão instalados
No Rio Grande do Sul, serão dois pontos na BR-116, na Região Metropolitana:
Estância Velha (km 233) São Leopoldo (km 248)
Os dois funcionarão no sentido interior-capital. Segundo a PRF, a BR-116 foi escolhida porque a região concentra o maior número de ocorrências do Estado. A Kopp preferia que um dos equipamentos ficasse mais perto da sua sede, no Vale do Rio Pardo.
Um projeto-piloto de 180 dias, mas com validação das infrações
A fiscalização faz parte de um projeto-piloto de 180 dias da PRF, que também terá testes em Goiás e Minas Gerais. O sistema fará reconhecimento de placas e análise de comportamento, ou seja, identificará ocorrências dentro dos veículos.
Um ponto que merece atenção: mesmo durante o período de testes, as irregularidades flagradas serão validadas. Piloto não significa período sem consequência.
82 tipos de infração podem ser detectados
Ao todo, 82 tipos de infração são descritos como passíveis de detecção. Entre os exemplos citados estão:
Falar ao telefone ao volante
Não usar o cinto de segurança
Dirigir com apenas uma das mãos, exceto para sinais regulamentares de braço, troca de marcha ou acionamento de equipamentos do veículo.
Ultrapassar pela direita ou pelo acostamento
Deixar de dar passagem pela esquerda
Conduzir moto sem capacete
Como funciona na prática
Os alertas de infração serão transmitidos aos policiais em tempo real. Os registros captados vão para uma central de monitoramento, onde um agente toma as medidas administrativas cabíveis, quando necessário. Segundo a matéria, as imagens não serão gravadas: elas são analisadas imediatamente pelo policial, que tem fé pública.
O que isso significa para quem gerencia frota
Esse tipo de fiscalização muda o cálculo de risco de hábitos que muita operação ainda trata como pequenos desvios. Para transportadoras e frotistas, alguns pontos pedem atenção:
O comportamento dentro da cabine vira fator de risco para a empresa: celular na mão e cinto solto sempre foram risco de acidente. Agora também são infração detectável sem abordagem, em tempo real, em corredores de grande movimento como a BR-116.
Quem vai ser flagrado precisa ser identificado: com fiscalização automatizada, o veículo é reconhecido pela placa. Saber qual motorista estava em cada veículo, em cada viagem, é o que permite orientar a pessoa certa e responder corretamente a uma notificação.
Não há imagem gravada para consulta depois: como as imagens da fiscalização não são gravadas, a transportadora não tem como rever o que a câmera da rodovia viu. Quem quiser entender o que aconteceu na cabine e defender o motorista quando ele fez tudo certo depende de registro próprio da operação.
Prevenir sai mais barato do que contestar: o caminho mais eficiente continua sendo corrigir o comportamento antes que ele vire autuação, com orientação e treinamento baseados em dados, e não em suposição.

O papel da videotelemetria na prevenção
É aqui que a videotelemetria muda de patamar. Com câmera voltada para a via e para a cabine, mais telemetria integrada, a transportadora passa a enxergar o que acontece dentro dos próprios veículos: uso do celular, distração, sinais de fadiga e outros eventos de condução. O alerta chega no momento do risco, o gestor orienta o motorista e o hábito é corrigido antes de a PRF, ou de um acidente, fazer isso por ele.
O registro próprio também protege a operação. Em caso de sinistro ou de questionamento sobre uma ocorrência, o vídeo é prova objetiva a favor da empresa e do motorista.
Na Ali Sat, tratamos videotelemetria como ferramenta de proteção e de desenvolvimento do profissional, e não de vigilância. O objetivo é reduzir risco, orientar quem está começando, reconhecer quem dirige bem e dar à transportadora dados concretos para decidir.
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