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Reforma Tributária pode elevar o custo do transporte de cargas em 20%: como a transportadora se prepara

há 10 minutos
3 min de leitura

Uma estimativa do setor colocou um número na mesa: a Reforma Tributária pode encarecer o transporte rodoviário de cargas em cerca de 20%. A projeção é de Antonio Luis da Silva Junior, presidente do Setcemg (Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais), e foi divulgada em 21 de outubro de 2026, com o IBS e a CBS em fase de teste desde janeiro. Vale tratar o número como o que ele é, uma estimativa de entidade do setor, e não como resultado já medido. Mas o recado por trás dele é concreto: a transição já começou, e a transportadora que chegar sem preparo vai sentir no preço do frete e na rotina fiscal.


O que já está acontecendo


A Reforma Tributária está em vigor desde janeiro de 2026, com as alíquotas do IBS e da CBS em fase de teste. Segundo o Setcemg, uma das etapas que mais afetam o transporte rodoviário de cargas começou em agosto: o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) e o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) entraram no cronograma de adequação às novas regras. Na prática, os sistemas emissores e os processos fiscais das transportadoras precisam de ajustes.


Houve um alívio parcial: a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS flexibilizaram a validação dos campos de IBS e CBS para evitar a rejeição automática dos documentos. Mas a flexibilização não elimina a adaptação, só dá fôlego para fazê-la.


O erro de olhar só para o sistema emissor


O ponto central levantado pelo sindicato é que a preparação não pode ficar restrita ao software que emite os documentos.


Isso importa por causa da apuração assistida, etapa em que a empresa passa a recolher a CBS acompanhada pela Receita. Se a transportadora não tiver feito esse trabalho antes, corre o risco de começar a pagar o tributo sem a mesma segurança para aproveitar os créditos. Por isso, o recadastramento de fornecedores aparece como medida importante.


Frete, créditos e planejamento financeiro


A mudança altera a lógica de tributação sobre o consumo e tem reflexo na apuração dos tributos, na apropriação de créditos e no planejamento financeiro das empresas. Para o transportador, isso chega ao lugar mais sensível: a formação do preço do frete. Se o custo tributário muda, a conta que sustenta cada tabela, cada contrato e cada negociação com embarcador precisa ser refeita com dado confiável.


Uma transição longa, com regras antigas e novas ao mesmo tempo


O impacto não termina em 2026. O calendário vai até 2033, com novas etapas na composição dos tributos e na forma de apuração, inclusive novas fases de implantação ainda em 2026 e em 2027. Durante parte desse período, as empresas terão de administrar regras antigas e novas ao mesmo tempo.


O que fazer agora


Sem entrar em questões tributárias específicas, que cada empresa deve validar com sua contabilidade, algumas frentes são comuns a qualquer transportadora:


Revisar processos e equipes: as mudanças nos documentos fiscais eletrônicos exigem que o time saiba como emitir e conferir CT-e e MDF-e dentro das novas exigências.


Recadastrar e conferir fornecedores: é o que protege a empresa de recolher CBS sem conseguir aproveitar os créditos correspondentes.


Refazer a conta do frete: com custo tributário em transição, a precificação por rota e por contrato precisa partir de custo real, e não de média antiga.


Acompanhar o calendário: com etapas até 2033, vale tratar a reforma como processo contínuo, e não como tarefa de uma vez só.


Reforma Tributária pode elevar o custo do transporte de cargas em 20%: como a transportadora se prepara

Onde a gestão de frota entra nessa conta


A Ali Sat não resolve a apuração de impostos, e quem faz esse trabalho é a equipe fiscal e contábil. O que a gestão de frota entrega é a base de dados operacionais sobre qual a conta do frete é feita. Quando o custo tributário muda, ter clareza sobre o custo real de cada quilômetro rodado deixa de ser um luxo e vira condição para precificar com segurança.


O rastreamento e a telemetria da Ali Sat registram rota, quilometragem, tempo de viagem, consumo e comportamento de condução de cada veículo. Esse histórico ajuda a calcular o custo por quilômetro de cada operação, a testar o preço de um frete antes de fechá-lo e a comprovar com dados que a viagem aconteceu como declarada, informação que conversa diretamente com os documentos fiscais de cada operação, como o CT-e e o MDF-e.


Com a videotelemetria, a transportadora ainda reduz sinistros e protege a operação com registro objetivo do que acontece na estrada. É ferramenta de proteção da empresa e de apoio ao motorista, e não de vigilância. E cada sinistro evitado é custo que não precisa ser absorvido num momento em que a margem tende a ficar mais apertada.

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