Vacância em galpões logísticos atinge mínima histórica no Brasil
- Lidiane de Jesus

- há 11 minutos
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O mercado de galpões logísticos no Brasil vive um dos seus melhores momentos da série histórica. Segundo dados da consultoria Colliers, a taxa de vacância dos condomínios logísticos de alto padrão caiu para 5% no segundo trimestre de 2026, o menor nível já registrado. No mesmo período, a área devolvida pelos ocupantes recuou ao menor patamar dos últimos sete anos, sinal de que as empresas estão retendo os espaços já ocupados em vez de reduzir operações.
O cenário positivo não se limita à ocupação. O inventário nacional de galpões avançou 8% nos últimos 12 meses, com São Paulo concentrando os principais empreendimentos incorporados ao estoque. E o mercado segue em expansão: a consultoria aponta cerca de 2 milhões de m² em obras no país, o que indica confiança na demanda futura por espaço logístico.
Preços estáveis, com variação regional
O preço médio de locação encerrou o semestre em R$ 30/m²/mês, mantendo-se estável pelo terceiro trimestre consecutivo, um indicativo de equilíbrio entre oferta e demanda, mesmo com a vacância em queda. Ainda assim, há diferenças relevantes entre regiões:
Distrito Federal: R$ 35/m²/mês (o mais caro do país)
Ceará: R$ 34,6/m²/mês
São Paulo: R$ 33,7/m²/mês
Espírito Santo: R$ 25,1/m²/mês
Paraíba: R$ 22,4/m²/mês (o mais barato)
Essa variação reflete tanto a concentração de demanda em polos logísticos estratégicos quanto o custo de terreno e infraestrutura em cada região.
E-commerce segue liderando as maiores locações
Um dado chama atenção: as cinco maiores transações de locação registradas no primeiro semestre de 2026 foram realizadas por operadores de e-commerce. Segundo a Colliers, o movimento reflete a expansão contínua das redes de distribuição dos varejistas digitais, que buscam espaços logísticos estratégicos cada vez mais próximos dos grandes centros urbanos, reduzindo prazos de entrega e custos com transporte de última milha.

O que esse movimento significa para a operação logística
A expansão da malha de galpões logísticos no Brasil não é só uma boa notícia para o mercado imobiliário, ela também redesenha a operação de quem move a carga entre esses pontos. Mais galpões, mais próximos dos centros urbanos e mais distribuídos regionalmente, significam redes de distribuição mais complexas, com mais viagens curtas, mais pontos de coleta e entrega e mais pressão por eficiência operacional.
Nesse contexto, ter controle real sobre a frota, rotas, tempos de deslocamento, consumo de combustível e produtividade dos veículos — deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade competitiva. Empresas de transporte e logística que atendem operadores de e-commerce e outros embarcadores precisam de dados confiáveis para acompanhar o ritmo de expansão do setor sem perder eficiência nem inflar custos.




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