ANTT abre pesquisa para atualizar custos da tabela do piso mínimo do frete
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está com uma pesquisa aberta até o dia 21 de agosto para atualizar os dados que sustentam o cálculo do piso mínimo do frete. As informações coletadas vão alimentar diretamente os estudos técnicos que definem a metodologia da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.
Na prática, isso significa que a própria base de cálculo da tabela, os custos reais de quem roda a estrada todos os dias, está sendo revisada com dados atuais do setor.
Por que essa pesquisa acontece agora
O levantamento vem na esteira da Medida Provisória nº 1.343/2026, que alterou as regras do transporte rodoviário de cargas e reforçou a fiscalização sobre o cumprimento da tabela de piso mínimo. Com a fiscalização mais rígida, ter uma tabela atualizada e alinhada à realidade operacional das transportadoras passa a ser ainda mais relevante, tanto para quem fiscaliza quanto para quem precisa provar que está dentro da lei.
A regra de atualização segue semestral, mas ganhou um gatilho extra: sempre que o preço do diesel variar 5% ou mais, a ANTT terá até três dias úteis para publicar uma nova tabela. Ou seja, o piso mínimo tende a ficar mais sensível e reativo às oscilações de custo do setor.
O que a ANTT está coletando
O formulário da pesquisa passa por praticamente todos os elementos que compõem o custo de operação de uma frota:
Perfil do transportador: categoria, unidade da Federação e tamanho da frota.
Dados dos veículos: tipo, ano, quantidade de eixos, combustível utilizado, rendimento médio e valor de mercado.
Rotina operacional: horas trabalhadas, dias de operação, número de viagens e quilômetros percorridos.
Custos: manutenção, pneus e recapagem, alimentação e estadia, lavagem e seguros, além do tipo e capacidade da carga transportada e a modalidade de negociação.
Segundo a ANTT, os dados são usados exclusivamente para fins estatísticos e técnicos, com o objetivo de aperfeiçoar a metodologia de cálculo dos pisos mínimos.

O desafio por trás do formulário
Reunir esse volume de informações, quilometragem rodada, horas de operação, número de viagens, rendimento médio por veículo, é justamente o tipo de dado que muitos gestores de frota têm dificuldade de consolidar rapidamente, principalmente quando vem de fontes espalhadas: planilhas, relatórios de motoristas, notas de manutenção.
É aí que a gestão de frota baseada em dados faz diferença. Com videotelemetria, informações como quilometragem, tempo de operação, padrões de rota e uso do veículo ficam centralizadas e disponíveis em tempo real, não só para responder pesquisas como essa da ANTT, mas para o dia a dia da gestão: precificação de frete, negociação com embarcadoras, planejamento de manutenção e comprovação de conformidade operacional.
Ter esses números organizados o ano inteiro, e não apenas quando um órgão regulador pede, é o que separa uma frota reativa de uma frota que toma decisões com base em dados reais.
Acesse o formulário de participação:





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