Add as Preferred Source
top of page

ANTT cria o Selo ESG Cargas: o que é, quem pode participar e o que muda para transportadoras

31 de ago.
3 min de leitura

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) instituiu, em 14 de agosto de 2026, o Selo ESG Cargas, um reconhecimento voluntário para transportadores rodoviários remunerados de cargas que adotam boas práticas ambientais, sociais e de governança. A medida está prevista na Resolução ANTT nº 6.086/2026 e na Deliberação ANTT nº 228/2026, e chega num momento em que critérios ESG deixaram de ser diferencial e passaram a pesar cada vez mais na hora de embarcadores e contratantes escolherem com quem operar.


O que é o Selo ESG Cargas


O selo funciona como um reconhecimento formal, concedido pela ANTT, a transportadores que comprovem a adoção de práticas ESG na operação. Ele é dirigido a quem está inscrito e ativo no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) e contempla três categorias distintas: Transportadores Autônomos de Cargas (TAC), Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas (ETC) e Cooperativas, cada uma com edital próprio, definindo regras de participação, critérios de seleção e período de validade do selo.


Os três pilares de avaliação


A avaliação do selo se divide em três fatores:


Ambiental — uso racional de recursos naturais, redução de impactos ambientais e de emissões de poluentes, com foco também na redução de gases de efeito estufa.


Social — saúde e segurança ocupacional, segurança viária, diversidade, inclusão e impactos na comunidade em que a transportadora opera.


Governança — conformidade da empresa com as normas que regem a atividade de transporte de cargas.


Um ponto importante: a resolução não exige nota máxima nem atendimento simultâneo aos três fatores. É possível ser reconhecido atendendo a apenas um ou dois pilares, o que torna o selo mais acessível para transportadoras em diferentes estágios de maturidade ESG, inclusive autônomos e empresas de menor porte, já que os critérios variam conforme categoria, porte e mercado de atuação do transportador.


Como funciona a certificação


A participação será formalizada por meio de editais específicos, publicados pela unidade competente da ANTT, que vão detalhar critérios, procedimentos de avaliação e prazos de vigência para cada categoria de transportador. Um atalho já está previsto: quem possui o Selo MelhorAr, concedido pela Infra S.A. dentro do Programa MelhorAR, tem automaticamente comprovado o atendimento ao fator ambiental, sem necessidade de nova avaliação nesse quesito.


A resolução também deixa claro o caráter do selo: é exclusivamente indutivo. Ou seja, não é obrigatório, não altera exigências de licenciamento e sua ausência não pode ser usada para excluir transportadores de políticas públicas, licitações ou programas governamentais. Na prática, funciona como um diferencial competitivo, não como uma barreira regulatória.


Por que vale a pena ficar de olho, mesmo sendo voluntário


Selo voluntário não é sinônimo de selo irrelevante. Cada vez mais, grandes embarcadores usam critérios ESG como filtro na hora de contratar e renovar contratos de transporte, e um reconhecimento oficial da ANTT tende a funcionar como referência de credibilidade nesse processo, algo que a transportadora pode apresentar de forma objetiva, sem depender só de relatórios internos.


Para quem já organiza a operação com foco em segurança viária, manutenção preventiva, redução de consumo de combustível e conformidade documental, boa parte do caminho para o selo já está andado. O desafio costuma estar em outro ponto: comprovar essas práticas com dados consistentes ao longo do tempo, o que é justamente onde entra a gestão de frota.


ANTT cria o Selo ESG Cargas: o que é, quem pode participar e o que muda para transportadoras

O que isso significa na prática para quem gerencia frota


Os editais específicos por categoria ainda serão publicados, então os critérios detalhados de pontuação e os prazos de inscrição ainda não estão fechados. Mas já dá para adiantar organização em três frentes:


Dados ambientais rastreáveis: consumo de combustível, rotas otimizadas e redução de emissões são mais fáceis de comprovar quando a operação tem rastreamento e telemetria gerando histórico real, e não estimativas.


Segurança viária documentada: comportamento de condução, eventos de risco e manutenção preventiva também entram no fator Social e monitoramento de frota é a forma mais direta de ter esse histórico pronto para apresentar.


Governança com lastro: conformidade com RNTRC, seguros obrigatórios e demais normativas do setor precisa estar organizada e disponível, não dispersa em planilhas soltas.


Na Ali Sat, ajudamos transportadoras a estruturar exatamente esse tipo de dado, consumo, rotas, comportamento de condução e conformidade, de forma centralizada e rastreável. É o tipo de controle que, além de reduzir custo e risco no dia a dia, deixa a transportadora pronta para comprovar suas práticas ESG quando os editais do Selo ESG Cargas forem publicados.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page