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ANTT reajusta novamente o piso mínimo do frete por causa da alta do Diesel

A ANTT voltou a reajustar a tabela do piso mínimo do frete em março de 2026. A nova atualização foi acionada pelo chamado gatilho do diesel, previsto em lei para revisar os valores sempre que a variação do combustível atinge ou supera 5%.


Na prática, isso mexe direto com a conta de quem vive do transporte: caminhoneiros, transportadoras, embarcadores e empresas com frota própria precisam recalcular custos, rever contratos e redobrar a atenção com o cumprimento da tabela.


Por que a ANTT reajustou novamente a tabela?


A legislação do piso mínimo determina duas formas de atualização: a revisão semestral e a revisão extraordinária quando o diesel sobe mais de 5%. Foi exatamente isso que aconteceu agora. A ANTT já havia atualizado os coeficientes em meados de março por causa da variação do Diesel S10 e, poucos dias depois, houve novo reajuste diante da continuidade da alta do combustível.


Segundo entidades do setor, a nova tabela passou a considerar um diesel de referência de R$ 7,35 por litro, contra R$ 6,89 no reajuste anterior, o que representa variação acumulada de 6,67% em relação à atualização anterior.


O que muda na prática para o mercado


O reajuste afeta os valores mínimos por quilômetro rodado e também os custos de carga e descarga, com diferenças conforme tipo de carga, número de eixos e modelo de operação. Em exemplos divulgados pelo setor, a tabela de carga geral em operação padrão passou a mostrar pisos entre R$ 4,0031 e R$ 9,2466 por km, com valores de carga e descarga entre R$ 436,39 e R$ 872,44.


Para as transportadoras, isso significa:


  • necessidade de atualizar tabelas comerciais e propostas;

  • revisão de contratos em andamento;

  • maior cuidado com operações de margem apertada;

  • risco maior de autuação se o frete contratado ficar abaixo do piso.

  • fiscalização mais dura e menos espaço para erro


Esse novo reajuste acontece em um momento em que o governo e a ANTT vêm endurecendo o cumprimento do piso mínimo. A agência já anunciou nova fase de fiscalização, com reforço regulatório e validações ligadas ao registro das operações, além de medidas para impedir fretes irregulares antes mesmo de acontecerem.


Ou seja: não basta saber que a tabela mudou. É preciso garantir que o valor negociado, registrado e faturado esteja coerente com a regra vigente.


Caminhões e carros em rodovia cercada por vegetação. Placa azul indica "BALANÇA SOMENTE PESAGEM OBRIGATÓRIA A 1 KM". Clima tranquilo.

Como isso impacta a gestão de frotas


Para quem gerencia frota, esse cenário deixa uma lição clara: o custo real da operação precisa estar na mão todos os dias.


Quando o diesel sobe e o piso acompanha, quem não controla bem consumo, rota, tempo parado e produtividade do veículo perde margem rápido. E isso vale tanto para frota própria quanto para operações terceirizadas.


É aqui que a tecnologia faz diferença. Com rastreamento, telemetria e videotelemetria, a empresa consegue:


  • medir consumo por veículo e motorista;

  • identificar desperdícios de combustível;

  • reduzir tempo ocioso e desvios de rota;

  • calcular com mais precisão o custo por km rodado;

  • negociar fretes com base em dados reais, e não em estimativa.

  • o que a sua empresa deve fazer agora


Com a nova atualização da ANTT, vale agir em quatro frentes:


  • Revisar a tabela interna de fretes

  • Ajuste os valores de referência conforme a nova publicação.

  • Revalidar contratos e propostas em aberto

  • Principalmente operações fechadas com margens curtas.

  • Checar o custo real da sua frota

  • Veja se o reajuste do piso está realmente cobrindo diesel, pedágio, manutenção e operação.

  • Usar tecnologia para proteger a margem


Quem controla melhor a operação reage mais rápido a cada reajuste


O novo reajuste da tabela do piso mínimo do frete mostra que 2026 segue sendo um ano de forte pressão sobre os custos do transporte. O diesel continua no centro da conta, e a ANTT deixou claro que a tabela vai acompanhar esse movimento sempre que o gatilho legal for acionado.


Para transportadoras e gestores de frota, o caminho é cada vez mais claro: mais controle, mais dados e mais eficiência operacional. É assim que a Ali Sat ajuda empresas a transformar reajustes e pressão de custo em decisões mais inteligentes na estrada.

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