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Falta de motoristas já é risco de nível de serviço: o que as transportadoras podem fazer

há 11 minutos
2 min de leitura

A escassez de mão de obra deixou de ser assunto do RH e virou tema de operação. A falta de motoristas já afeta a capacidade de transporte, pressiona o custo do frete e interfere no nível de serviço contratado pelos embarcadores.


Os números do problema


Entre as empresas pesquisadas, 88% enfrentam dificuldade em contratar motoristas e agregados. Nas transportadoras que têm frota ociosa, a média é de 8 caminhões parados por empresa, veículos que existem, estão pagos e não geram receita por falta de quem dirija.


O custo também mostra a pressão. Dados de janeiro de 2026, nos últimos 24 meses a mão de obra subiu 13,42%, enquanto combustível subiu 2,69% e veículos, 2,61%. Ou seja, o item que mais encareceu a operação foi justamente o profissional ao volante.


Do lado da oferta, o cenário é de envelhecimento da categoria. Dados da Senatran indicam que o Brasil perdeu cerca de 1,2 milhão de habilitados nas categorias C e E entre 2015 e 2025. A idade média dos profissionais é de 45,3 anos, com apenas 9,5% abaixo dos 30 anos e 12,9% com 60 anos ou mais.


Por que faltam motoristas


O desinteresse das novas gerações pela profissão, uma rotina longe de casa, pesada e com muitos riscos pessoais, e a concorrência das plataformas digitais. Cerca de 4,5 milhões de profissionais atuam em aplicativos como Uber, 99 e iFood, um contingente praticamente igual ao de motoristas do transporte rodoviário de carga.


O efeito já aparece em polos logísticos. Em Cajamar, na Região Metropolitana de São Paulo, de onde saem 4 a cada 10 entregas de e-commerce do país, e em Extrema, no Sul de Minas Gerais, onde o número de vagas abertas supera a população da cidade, a disputa por profissionais é intensa.


Falta de motoristas já é risco de nível de serviço: o que as transportadoras podem fazer

O que as empresas podem fazer


Existe um ponto principal: cuidar do profissional que já está na empresa. Entre elas, priorizar a retenção de talentos, criar planos de carreira concretos e reconhecidos, propor pisos salariais competitivos (com a participação dos embarcadores) e formalizar contratos, documentos e procedimentos para reduzir o risco de ações trabalhistas de alto valor em contratações informais.


Para o gestor de frota, isso significa olhar para o motorista como o ativo mais difícil de repor da operação, e não como custo a ser espremido. Perder um profissional custa contratação, treinamento e, principalmente, caminhão parado.


Como a Ali Sat ajuda a reter e valorizar o motorista


Reter bons motoristas depende de justiça e de segurança na rotina, e é aqui que dados fazem diferença. A telemetria da Ali Sat mostra, com números objetivos, quem dirige com segurança e economia, o que permite reconhecer e premiar os melhores profissionais com critério claro, e não por percepção. Também aponta onde orientar e treinar, antes que um mau hábito vire acidente.


A videotelemetria protege quem dirige: o registro do que acontece na estrada ajuda a esclarecer ocorrências e a defender o motorista e a empresa quando a versão dos fatos é contestada. Usada dessa forma, é ferramenta de proteção e de desenvolvimento do profissional, e não de vigilância. Com menos sinistros e menos veículos parados, a operação ganha o que mais falta hoje: disponibilidade de frota.

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