Free Flow: app CNH do Brasil passa a mostrar passagens e pedágios pendentes
- Felipe Vianna

- há 47 minutos
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O Ministério dos Transportes passou a disponibilizar, a partir de 24 de agosto de 2026, a consulta de passagens por pedágios eletrônicos do sistema free flow diretamente pelo aplicativo CNH do Brasil. A novidade reúne, num único lugar, informações que antes exigiam consulta separada em cada concessionária e chega num momento em que o prazo para regularizar débitos pendentes de free flow segue correndo, com vencimento em 16 de novembro.
O que o app passa a mostrar
A nova consulta reúne, para cada passagem registrada, a data em que ela ocorreu, a concessionária responsável pela cobrança, a situação da tarifa (paga ou pendente) e o canal disponível para efetuar o pagamento. O recurso vale para rodovias e vias federais, estaduais e distritais, já que os dados são puxados de sistemas integrados às bases nacionais de trânsito, independentemente de quem administra a via.
Um ponto importante: o pagamento em si não é feito dentro do aplicativo. A CNH do Brasil funciona como painel de consulta e direciona o motorista para o canal da concessionária responsável, onde a tarifa deve de fato ser quitada.
Integração entre concessionárias avança
A regulamentação do free flow definiu padrões comuns para identificação de veículos, registro de passagens e integração dos sistemas entre as diferentes concessionárias. Nos primeiros 100 dias do período de transição, essas empresas passaram por processos de homologação junto à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), coordenados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Atualmente, 14 concessionárias já estão integradas ao sistema, o que permite que suas informações apareçam de forma unificada na CNH do Brasil.
Regularização segue até 16 de novembro
A nova ferramenta de consulta foi lançada durante o período excepcional de transição do free flow, iniciado em 29 de abril de 2026 e com prazo até 16 de novembro de 2026, uma janela de 200 dias criada justamente para permitir a regularização de débitos sem penalidade.
Até essa data, não são emitidos novos autos de infração por falta de pagamento, nem notificações de autuação, e não são atribuídos pontos à CNH do motorista por essas ocorrências, os prazos processuais relacionados também ficam suspensos. A regra vale inclusive para passagens realizadas antes do início do período de transição: se a tarifa correspondente for paga dentro do prazo, o processo de infração e seus efeitos são cancelados.
Depois de 16 de novembro, a lógica muda: tarifas que continuarem pendentes podem gerar autos de infração normalmente, e a partir de 17 de novembro volta a valer, de forma integral, a sistemática regular do free flow, sem a tolerância do período de transição.
O impacto já é mensurável: desde o início da transição, mais de 1,3 milhão de multas relacionadas ao não pagamento de tarifas de free flow foram canceladas após a regularização dos débitos correspondentes. A regulamentação também prevê ressarcimento para motoristas que já pagaram multas de trânsito decorrentes da falta de pagamento, desde que a tarifa de pedágio correspondente seja paga até 16 de novembro, o valor da multa pode ser solicitado de volta ao órgão autuador.

O que isso significa para quem gerencia frota
Para uma frota com vários veículos rodando em rotas e concessionárias diferentes, a nova consulta unificada resolve parte de um problema real: até aqui, conferir pendências de free flow significava acessar canais distintos para cada concessionária, veículo por veículo. Ter isso num único painel facilita a checagem, mas ainda assim, ela é feita pedágio a pedágio, motorista a motorista, o que continua sendo pouco viável em escala para uma frota inteira à medida que o prazo de 16 de novembro se aproxima.
Vale lembrar que esse mesmo cenário de pendências de free flow é também terreno fértil para golpes que imitam cobranças oficiais, como já abordamos aqui no blog.
Quanto mais a empresa depende de verificação individual e sob pressão de prazo, maior a exposição tanto a multas reais por débito esquecido quanto a fraudes que se aproveitam dessa mesma urgência.
É exatamente nesse ponto que uma gestão de frota estruturada faz diferença: em vez de depender de cada motorista conferir e pagar pedágios por conta própria, a empresa mantém uma visão centralizada da operação, com rastreabilidade de rotas e passagens por veículo e um processo único de conferência, reduzindo tanto o risco de multa por pendência esquecida quanto a exposição a fraudes que se disfarçam de cobrança oficial.
Na Ali Sat, auxiliamos transportadoras e empresas com frota própria a manter esse controle centralizado, com dados de rota e operação organizados por veículo, para que a regularização de pendências, inclusive as de free flow, não dependa de decisões isoladas na estrada, sob pressão de prazo.




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