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MEI Caminhoneiro cresce 25% e já supera o emprego CLT: o que isso muda para a gestão de frota

há 2 minutos
3 min de leitura

O número de registros ativos de MEI Caminhoneiro cresceu 25% em 2025 e chegou a 433.192 no Brasil. No mesmo período, o emprego com carteira assinada entre motoristas de caminhão avançou apenas 1,22%. Os dados são do levantamento do Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC), que cruza informações do RENACH, da RAIS e do CNPJ da Receita Federal. Para quem gerencia frota, o recado é claro: a forma de ter motorista na operação está mudando.


Autônomo cresce, CLT desacelera


Foram abertos 143.014 novos CNPJs de MEI Caminhoneiro ao longo do ano, com saldo líquido de 86.634 empresas ativas. Esse saldo é mais de 13 vezes maior que o saldo de empregos formais do período, que foi de 6.536 vínculos.


O Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) encerrou 2025 com 1,36 milhão de vínculos formais ativos, dos quais 541.588 eram motoristas de caminhão. A taxa de crescimento do emprego CLT caiu de 4,10% em 2024 para 1,22% em 2025.


Uma categoria envelhecendo


O Brasil fechou 2025 com mais de 11 milhões de habilitados nas categorias C, D e E, e mais da metade tem 51 anos ou mais. Motoristas de até 30 anos são só 5,7% do total, e os de 18 a 21 anos, 0,14%. A participação feminina também recuou: entre 2016 e 2025, a proporção de mulheres habilitadas nessas categorias caiu de 4,16% para 3,48%.


Salário sobe, mas perde para o mínimo


A remuneração média dos motoristas de caminhão com carteira assinada chegou a R$ 3.759 em 2025, alta de 6,08%. Como o salário mínimo subiu 7,51%, a média da categoria passou de 2,51 para 2,48 salários mínimos. A RAIS ainda mostra queda de cerca de 12.800 vínculos entre quem tinha até 12 meses de carteira, enquanto as faixas com mais de um ano cresceram.


O MEI cresce no Norte e no Nordeste, mas nem todo mundo se sustenta


O Sudeste concentra 58,4% dos registros ativos, mas as maiores altas foram no Norte (43,36%) e no Nordeste (32,84%). Há um alerta: mais de 20% dos MEIs Caminhoneiro abertos em 2024 foram encerrados antes de completar o segundo ano de atividade. Abrir o CNPJ é fácil, manter a operação lucrativa é o desafio.


O que isso significa para quem gerencia frota


Com o autônomo crescendo bem mais rápido que o CLT, a frota agregada tende a ganhar peso na capacidade de transporte de muitas operações. Isso traz pontos de atenção práticos:


Mais motoristas fora do controle direto da empresa: O agregado dirige o próprio veículo, muitas vezes sem o padrão de manutenção e de procedimentos da frota própria, mas a responsabilidade pela carga continua sendo da transportadora.


Rastreabilidade de quem executa cada viagem: Com o CIOT validado antes da viagem e vinculado ao MDF-e, saber qual veículo e qual motorista executam cada operação deixou de ser controle interno e virou exigência operacional.


Rotatividade e reposição de mão de obra: Com uma categoria envelhecida e poucos jovens entrando, cada bom motorista, próprio ou agregado, é mais difícil de repor. Retê-lo e desenvolvê-lo pesa mais do que antes.


Custo por quilômetro real: Com o MEI, parte do custo fixo da operação vira variável. Isso só ajuda na decisão se a empresa souber, com dados, quanto custa cada quilômetro rodado por cada tipo de vínculo.


MEI Caminhoneiro cresce 25% e já supera o emprego CLT: o que isso muda para a gestão de frota

Como a Ali Sat ajuda a gerenciar uma operação com frota mista


O rastreamento e a telemetria da Ali Sat registram rota, quilometragem, tempo de viagem e comportamento de condução de cada veículo, seja da frota própria ou agregada. Esse histórico objetivo ajuda a conferir cada operação, a comprovar o que foi executado e a apoiar o CIOT e o MDF-e de cada viagem com dados reais.


Os mesmos dados servem para valorizar o motorista: eles mostram com números quem dirige com segurança e economia, permitem reconhecer os melhores profissionais com critério claro e indicam onde orientar antes que um mau hábito vire acidente.


Com a videotelemetria, a transportadora ganha ainda o registro do que acontece na estrada, uma ferramenta de proteção da operação e de defesa do motorista em ocorrências, e não de vigilância. Para quem opera com um mix crescente de vínculos, é o que mantém a visibilidade e a segurança da frota inteira.

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