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Por que a logística consome até 18% do PIB brasileiro e o impacto disso no transporte rodoviário

Quando a gente fala que “a logística no Brasil é cara”, não é só sensação de quem está na estrada. Estudos recentes mostram que os custos logísticos no país representam entre 15% e 18% do PIB, algo em torno de R$ 1,83 trilhão em 2024, segundo o ILOS (Instituto de Logística e Supply Chain).


Para comparar: em economias desenvolvidas, como os Estados Unidos, esse percentual gira em torno de 8% do PIB.


O Brasil gasta mais que o dobro da fatia do PIB dos EUA só para movimentar mercadorias. Isso corrói competitividade, aperta a margem de quem transporta e de quem produz e torna a gestão de frotas ainda mais estratégica.


De onde vem essa conta tão alta?


1. Dependência do modal rodoviário: hoje, cerca de 62% das cargas no Brasil são transportadas por rodovias, enquanto o modal ferroviário responde por aproximadamente 19% e o aquaviário (hidrovias + cabotagem) por 15%.


Rodovia é flexível e essencial, mas, em longas distâncias, tem custo unitário mais alto por tonelada por quilômetro, principalmente com: diesel caro, pedágios, manutenção pesada e desgaste acelerado da frota.


2. Filas e gargalos em pontos críticos: uma parte relevante do custo logístico não está só no km rodado, mas no caminhão parado.


Isso significa horas (ou dias) com o veículo ocioso, consumo de combustível em marcha lenta, motorista parado, mas em operação e contratos em risco por atraso.


3. Uso limitado de dados e ferramentas de planejamento: mesmo em ambientes com infraestrutura física razoável, o Brasil ainda sofre com planejamento pouco integrado e baixa utilização de ferramentas analíticas.


Faltam, por exemplo: modelos de alocação de berços em portos, simulação de filas e capacidade de atendimento, análise preditiva de chegadas de navios e caminhões e revisão de layout para melhor amortecer fluxos internos.


Sem isso, a consequência é clara: esperas elevadas, queda de produtividade e aumento de custo.


4. Bilhões “evaporando” nos portos: só em 2024, o Brasil gastou cerca de US$ 2,3 bilhões (aprox. R$ 13 bilhões) com demurrage, a famosa sobrestadia de navios, quando o navio fica além do tempo contratado no porto por falta de agilidade na operação.


Esse dinheiro sai, no fim do dia, da cadeia produtiva e volta diluído nos fretes, nos preços e na margem das empresas.


Por que a logística consome até 18% do PIB brasileiro e o impacto disso no transporte rodoviário

O peso do mar na logística brasileira


Em 2025, nada menos que 86,83% de tudo que o Brasil exportou (em valor FOB) saiu por via marítima.


Isso reforça um ponto importante: quando o porto trava, toda a cadeia trava com ele, o caminhão vira “estoque sobre rodas”, parado em fila e a conta desse atraso vai parar no custo logístico agregado do país.


Não é só problema de porto, é problema de toda a cadeia logística, incluindo o transporte rodoviário.


Quanto poderíamos economizar com uma logística mais inteligente?


O Plano Nacional de Logística (PNL 2025) simulou cenários com:


  • aumento da participação de ferrovias e modais aquaviários;

  • melhor uso de dados e ferramentas de planejamento;

  • intervenções coordenadas nos corredores logísticos.


Resultado: uma redução potencial de 16% no custo total de transporte, equivalente a cerca de 0,8% do PIB. Não é pouca coisa.


Esses ganhos vêm de menores custos unitários de frete, menos congestionamento e filas, maior previsibilidade e menos desperdício de combustível e tempo.


E o que tudo isso significa para quem está com a frota na estrada?


Para transportadoras, operadores logísticos e empresas com frota própria, essa realidade traz alguns recados diretos:


1. O “custo Brasil” vai continuar na conta – então você precisa dominar os seus números. Você não controla investimento em ferrovia, ampliação de hidrovias e velocidade de obra em porto.


Mas você controla a própria operação, e isso faz diferença enorme para saber quanto custa cada rota, entender o impacto de filas, esperas e retornos vazios e enxergar o peso de ociosidade da frota no seu resultado.


2. Dados e tecnologia deixam de ser diferencial e viram obrigação num país onde o custo logístico consome até 18% do PIB, o modal rodoviário carrega a maior parte da carga e gargalos se traduzem em bilhões de reais em demurrage, não faz mais sentido gerir frota “no papel e na intuição”.


Como a gestão de frotas ajuda a reduzir o impacto desse cenário


Você não muda o PIB, mas pode mudar quanto da sua realidade entra nesses 15% a 18% de custo logístico.


Com as nossas soluções, sua empresa pode:


1. Enxergar a operação em tempo real


  • Rastreamento de veículos com visão completa de rotas, posições e tempos de parada;


  • acompanhamento de filas e gargalos em pontos recorrentes (portos, armazéns, bases de clientes);


  • uso de cercas virtuais para monitorar acessos críticos.


2. Medir o custo real de cada rota e cliente


  • cruzar quilometragem, tempo de viagem, tempo parado, consumo e pedágio;


  • entender exatamente onde o caminhão produz valor e onde ele só acumula custo;


  • negociar fretes e contratos com base em dados concretos, não em estimativas.


3. Aumentar segurança e disponibilidade com videotelemetria


  • monitorar de perto o comportamento do motorista (fadiga, distração, excesso de velocidade);


  • reduzir acidentes e sinistros que imobilizam veículo em oficina;


  • usar imagens e dados para treinamento contínuo da equipe.


Menos acidente = mais caminhão rodando = menor custo fixo por km rodado.


4. Apoiar decisões estratégicas com relatórios e insights


Com relatórios periódicos, você pode:


  • identificar quais corredores logísticos valem mais a pena;

  • priorizar clientes, regiões e operações com melhor relação custo/resultado;

  • planejar renovação de frota, manutenção e expansão com base em tendência real, e não só na sensação do dia a dia.


O custo da logística é alto, mas a ineficiência é opcional


O fato de a logística consumir entre 15% e 18% do PIB brasileiro, contra cerca de 8% em países como os EUA, não vai mudar da noite para o dia.


Mas existe um espaço enorme para reduzir desperdícios, aumentar a eficiência e transformar dados em decisões melhores.


Enquanto o país discute equilíbrio modal, portos e ferrovias, quem está na operação rodoviária pode, e deve, usar tecnologia para não carregar sozinho o peso do “custo Brasil” nas costas da frota.


Nós podemos te auxiliar nesse ponto: ajudando empresas a transformar rastreamento, telemetria e videotelemetria em gestão inteligente de frotas, com mais controle, menos gargalo e mais resultado em cada quilômetro rodado.

 
 
 

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