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Frete por km rodado começa 2026 em alta

O ano de 2026 já começou com um aviso claro para quem vive de caminhão: o frete está mais caro por quilômetro rodado, e a tendência é de pressão contínua sobre os custos do transporte.


Segundo o Índice de Frete Rodoviário (IFR), o preço médio do frete por km rodado no Brasil fechou janeiro de 2026 em R$ 7,61, alta de 2,28% em relação a dezembro de 2025. Esse é o terceiro mês seguido de aumento.


Para gestores de frota, transportadoras, embarcadores e empresas que operam frota própria, isso significa uma coisa: quem não tiver controle fino de custos e indicadores vai perder margem rapidamente.


Por que o frete por km subiu em janeiro?


O movimento de alta no frete não aconteceu por acaso. A análise do IFR aponta dois fatores principais.


1. Aumento do ICMS nos combustíveis


O estudo mostra que o início de 2026 foi marcado pelo reajuste do ICMS que incide sobre os combustíveis, o que elevou o preço nas bombas.


Mesmo com o anúncio de redução do preço-base da Petrobras às distribuidoras, esse alívio não chegou ao bolso do transportador:


  • o efeito tributário foi mais forte que a redução na refinaria;


  • o diesel continuou caro no posto, mantendo a pressão sobre o custo por km rodado;


  • essa alta de custo acabou sendo repassada, ao menos em parte, para o valor do frete.


2. Nova tabela do piso mínimo de frete


Outro fator relevante foi a entrada em vigor da nova tabela do piso mínimo de frete, que passou a valer em 20 de janeiro de 2026, com reajuste superior a 3%, e ajustes na metodologia de cálculo dos valores mínimos.


Como a regra só começou a valer na segunda quinzena de janeiro, o impacto na média do mês ainda foi parcial. A expectativa é que a nova tabela continue pressionando o preço do frete nos próximos meses, à medida que contratos e operações forem atualizados.


Frete por km rodado começa 2026 em alta

O que esse cenário significa para a sua operação?


Quando o frete por km sobe, todo o jogo muda para empresas que dependem do transporte rodoviário:


Frete mais caro não significa automaticamente mais lucro: e se a empresa não tiver controle de custos (diesel, manutenção, pedágio, pneus, avarias, jornada), o que entra a mais de frete pode ser consumido pela operação.


O risco de perder competitividade aumenta: se seus concorrentes conseguem controlar melhor o custo por km, eles podem segurar melhor os preços, negociar com mais força e ganhar mercado enquanto você “corre atrás do prejuízo”.


Qualquer desperdício vira inimigo direto da margem: rota mal planejada, caminhão rodando vazio, motorista com condução agressiva, veículo parado em fila ou doca sem controle, tudo isso pesa bem mais quando o custo-base já está estourando.


Compliance com piso mínimo e preço de mercado fica mais sensível: com o piso mínimo reajustado e fiscalização eletrônica cada vez mais rígida, empresas precisam equilibrar duas pontas: não trabalhar abaixo do piso (para evitar multas e prejuízo) e não perder negócio por falta de eficiência interna.


Como se proteger: gestão de frota orientada a dados


A boa notícia é que, mesmo em um cenário de frete pressionado, quem usa tecnologia e dados a seu favor consegue virar o jogo. Veja alguns pontos essenciais.


1. Conhecer (de verdade) o seu custo por km


Não basta saber “mais ou menos” quanto custa rodar. É preciso ter número exato: custo de combustível por rota e tipo de veículo, custo de manutenção por km (pneus, peças, desgaste), pedágio, diárias, seguros e encargos, custo da ociosidade (km vazio, tempo parado, reentregas).


Com dados de rastreamento e telemetria, você consegue cruzar km rodado total, tempo em movimento e em marcha lenta, trechos urbanos x rodoviários e desempenho por motorista e por veículo.


Isso permite saber onde o custo está fugindo do controle e agir rápido.


2. Reduzir desperdício de combustível e desgaste da frota


Em um cenário de ICMS alto e volatilidade do diesel, cada litro economizado conta.


Com telemetria avançada, é possível identificar motoristas com condução agressiva (acelerações bruscas, frenagens fortes, excesso de velocidade), mapear rotas com mais paradas e trânsito pesado, ajustando horários e caminhos, monitorar marcha lenta excessiva, que literalmente queima diesel sem sair do lugar.


Resultados práticos:


  • queda de consumo por km;

  • menos desgaste de pneus e componentes;

  • redução de paradas para manutenção corretiva.


3. Planejar melhor rotas e janelas de atendimento


Quando o frete sobe, não dá para desperdiçar caminhão rodando vazio ou mal aproveitado.


Com uma boa solução de rastreamento/gestão de frota, você consegue visualizar a frota em tempo real, combinar embarques para reduzir viagens vazio, ajustar janelas de coleta e entrega para evitar horários críticos e usar cercas virtuais para controlar entradas e saídas de pátios, clientes, portos e centros de distribuição.


Isso tudo ajuda a aumentar a produtividade da frota sem necessariamente aumentar o número de veículos.


4. Fortalecer a segurança e evitar custos ocultos


Preço de frete em alta, caminhão e carga mais valiosos na rua: o risco de sinistro continua grande.


Com videotelemetria, você adiciona uma camada de proteção: câmeras internas e externas para registrar o que acontece com veículo e motorista, alertas em tempo real de situações de risco (fadiga, distração, uso de celular, colisões) e evidências para negociação com seguradora e para defesa em eventuais disputas.


Cada sinistro evitado representa um frete inteiro (ou vários) que deixa de ir embora em forma de prejuízo.


Como a Ali Sat pode apoiar nesse cenário de frete em alta


Se o custo do frete por km está subindo, a única resposta sustentável é aumentar o controle e a eficiência da frota.


As soluções de rastreamento, telemetria e videotelemetria ajudam sua empresa a acompanhar cada veículo em tempo real, com histórico de rotas, paradas e eventos, reduzir consumo de combustível com monitoramento detalhado de condução, elevar a segurança com câmeras embarcadas e alertas inteligentes e integrar dados da frota com sistemas de gestão (TMS, ERP, financeiro) para enxergar custo e resultado em uma única visão.


Assim, mesmo com:


  • ICMS pressionando o preço na bomba

  • nova tabela de piso mínimo empurrando o frete para cima

  • um mercado cada vez mais competitivo


Você consegue proteger sua margem e tomar decisões com base em fatos, e não em suposição.



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