Transporte rodoviário de cargas em 2026: como enfrentar os gargalos logísticos e proteger a rentabilidade da sua frota
- Lidiane de Jesus

- há 34 minutos
- 5 min de leitura
O transporte rodoviário de cargas continua sendo a espinha dorsal da logística brasileira, mas 2026 começou com o pé no freio: gargalos logísticos, incertezas regulatórias e obras que andam mais devagar do que o fluxo de caminhões nas estradas.
De acordo com o SETCESP, mesmo com uma malha rodoviária extensa, a falta de investimento contínuo e de planejamento de longo prazo está comprometendo a competitividade do setor. A proximidade do período eleitoral ainda traz um “clima de espera” nas decisões estratégicas, especialmente em temas como tributação e gestão de frota.
Para quem vive de frete, isso tem impacto direto em prazo, custo e previsibilidade. E é justamente aí que uma gestão de frota inteligente, apoiada por tecnologia, deixa de ser “nice to have” e passa a ser questão de sobrevivência.
Onde estão os principais gargalos hoje?
O estudo destaca alguns pontos críticos, principalmente em São Paulo, coração logístico do país:
1. Acesso ao Porto de Santos: Porto de Santos, maior porto da América Latina, é citado como um dos grandes gargalos: tráfego intenso nos acessos, circulação difícil na área portuária e longas filas e espera.
Tudo isso gera um “custo oculto” para as transportadoras: caminhão parado, motorista em hora extra, consumo de combustível em marcha lenta, perda de janelas de atracação e entrega.
2. Malha rodoviária pressionada e obras demoradas, duas obras aparecem como estratégicas:
Terceira pista da Rodovia dos Imigrantes já licitada, com previsão de conclusão só em 2031. Ela é vista como essencial para melhorar o fluxo de caminhões entre capital e litoral.
Trecho norte do Rodoanel Mário Covas concluído em dezembro de 2025, cria ligação direta com as principais rodovias que chegam à capital, ajuda caminhões a evitarem áreas urbanas críticas, principalmente em viagens para o Porto de Santos nos horários de pico.
Esses projetos aliviam parte da pressão, mas o próprio sindicato reforça: sem integração planejada com o sistema viário e sem continuidade em investimentos, o alívio é parcial.
3. Incertezas regulatórias e ambiente político: com eleições se aproximando, muitas empresas seguram decisões sobre renovação de frota, grandes contratos e expansão ou mudança de operação.
O resultado é um clima de “piloto automático”, em que a frota roda em um cenário caro e imprevisível, enquanto decisões estruturantes são adiadas.
O que tudo isso significa na prática para a sua frota?
Esses gargalos se traduzem em três grandes problemas para o gestor de frota:
Mais tempo de trânsito e menos produtividade:
o mesmo caminhão faz menos viagens no mês
a necessidade de frota reserva aumenta
prazos ficam mais apertados e o risco de rompimento de SLA cresce.
Custo operacional explodindo:
diesel queimado em congestionamento
desgaste extra de pneus e freios
horas extras e adicional noturno para motoristas
multas por horário, restrição e excesso de permanência em pátios e terminais.
Menos previsibilidade para o cliente e para o caixa:
lead time variável
planejamento de compra e abastecimento mais difícil
margem apertada, principalmente em contratos com preço fixo de frete
Em outras palavras: o ambiente externo está tirando eficiência, e quem não tiver uma gestão fina da operação vai sentir isso diretamente no DRE.

O que o setor precisa?
O sindicato reforça três necessidades urgentes para o transporte rodoviário avançar:
Concretizar projetos estruturais: não basta anunciar obras, é preciso entregar, integrar e manter.
Investir em tecnologia: digitalização da operação, rastreabilidade, automação de processos, visibilidade em tempo real.
Garantir ambiente regulatório mais estável: regras claras e previsíveis para investimento em frota, tributação e operação.
Enquanto isso não acontece de forma plena, cabe ao gestor de frota usar o que está nas suas mãos hoje: tecnologia, dados e processos.
O que você pode fazer AGORA para enfrentar os gargalos
Você não controla o trânsito na serra nem o cronograma de obra da rodovia, mas controla como sua frota reage a tudo isso. Alguns movimentos práticos:
1. Planejar rotas com base em dados reais
mapear horários e trechos com maior nível de congestionamento e atraso
ajustar janelas de saída e chegada para fugir de picos
distribuir melhor as rotas entre veículos (eixos, capacidade, restrições)
2. Tratar cada minuto parado como custo
medir tempo de espera em porto, pátios, bases de cliente e balanças
renegociar contratos e janelas com base nesses dados
priorizar clientes, corredores e operações com melhor relação tempo x receita
3. Profissionalizar a relação com motoristas
treinar para condução econômica em cenários de trânsito intenso
alinhar política clara sobre velocidade, paradas, segurança e uso da frota
usar indicadores (consumo, infrações, ocorrências) para reconhecer quem entrega melhor resultado
Como a Ali Sat ajuda a transformar gargalo em oportunidade de gestão
Aqui entra o papel da tecnologia de rastreamento, telemetria e videotelemetria: transformar uma operação exposta a gargalos em uma frota previsível, eficiente e segura.
1. Rastreamento em tempo real e cercas virtuais
Com o rastreamento da Ali Sat, você consegue acompanhar cada caminhão em tempo real, principalmente em corredores críticos (acesso a porto, marginais, anéis viários). Criar cercas virtuais em áreas de risco, terminais, portos e clientes estratégicos. Receber alertas sempre que um veículo, entrar em regiões sensíveis, ficar parado acima do tempo aceitável e desviar da rota planejada.
Isso permite agir rápido: remanejar carga, avisar o cliente, ajustar programação.
2. Telemetria para não deixar o gargalo “comer” sua margem
Com telemetria embarcada, você passa a enxergar consumo de combustível por rota, veículo e motorista, marcha lenta excessiva em congestionamentos e filas, acelerações, frenagens e velocidades que encarecem a operação.
Com esses dados, é possível criar programas de direção econômica, comparar rotas em termos de custo por km real, não só distância e decidir onde vale a pena evitar determinados acessos ou horários.
Assim, mesmo em um cenário de rodovias lotadas, você reduz o custo de cada quilômetro rodado.
3. Videotelemetria para segurança e gestão de risco
Nos trechos mais críticos, como acessos a porto, áreas urbanas densas e corredores movimentados, a videotelemetria ajuda a proteger o motorista e a carga com registro por câmeras, ter evidência em caso de acidente, colisões em baixa velocidade, batidas em fila ou tentativas de fraude e analisar ocorrências para rever rotas, horários e condutas.
Mais exposição em gargalos = mais risco.
Gravar, medir e aprender com essas situações reduz prejuízos e melhora a tomada de decisão.
4. Dashboards e indicadores para tomar decisões estratégicas
Integrando rastreamento, telemetria e vídeo, a Ali Sat permite construir uma visão única da operação:
quais rotas mais sofrem com gargalos;
onde há mais tempo parado e mais custo oculto;
quais clientes, corredores e operações são realmente lucrativos – mesmo com trânsito pesado.
Com isso, você deixa de trabalhar no modo “apagador de incêndio” e passa a:
priorizar contratos e regiões;
redesenhar malha de atendimento;
planejar investimentos em frota e tecnologia com base em fatos, não em sensação.
Gargalos existem, diferencial é como sua frota responde a eles
O recado do estudo é claro: o transporte rodoviário de cargas entra em 2026 com gargalos logísticos importantes, acesso difícil a pontos estratégicos e incertezas regulatórias.
Mas isso não significa que você precise aceitar a perda de eficiência como algo “normal”.
Quem investe em gestão de frota baseada em dados, tecnologia e visão estratégica consegue transformar o mesmo cenário difícil em vantagem competitiva.
Enquanto obras não ficam prontas e o ambiente regulatório não se estabiliza, a pergunta é:
Sua frota está dirigindo no escuro, sofrendo com o trânsito ou você já está usando rastreamento, telemetria e vídeo para controlar cada minuto, cada litro e cada quilômetro?
Nós estamos aqui para ajudar a responder essa pergunta do jeito certo, com mais controle, mais eficiência e mais segurança, mesmo em um Brasil cheio de gargalos logísticos.




Comentários