Frete por km rodado fechou 2025 a R$ 7,44
- Alisson Dias
- há 3 dias
- 4 min de leitura
O preço do frete está subindo e não é impressão de quem vive na estrada.
Segundo a análise mais recente do Índice de Frete Rodoviário (IFR), da Edenred Repom, o preço médio do frete por quilômetro rodado fechou dezembro de 2025 em R$ 7,44, uma alta de 1,78% em relação a novembro e o maior valor registrado no ano.
Na comparação com janeiro de 2025, quando o valor médio estava em R$ 6,97 por km, o avanço acumulado chega a 6,74%.
Para quem é caminhoneiro autônomo, para quem contrata frete e para quem faz gestão de frota, entender esse movimento é fundamental para não trabalhar no prejuízo e não perder competitividade.
Frete em alta mesmo com diesel estável: por quê?
Um ponto chama atenção nos dados: mesmo com relativa estabilidade no preço do diesel em dezembro, o frete continuou subindo.
De acordo com especialistas, isso acontece por uma combinação de fatores:
Demanda mais forte do que o normal em dezembro – fechamento de ano, aumento de consumo, safra, indústria puxando mais carga;
Taxa de juros ainda em patamar elevado – o que encarece financiamento de caminhões, capital de giro, seguros e outros custos financeiros ligados à operação;
Custos logísticos estruturais altos, como manutenção, pneus, pedágios, seguros e mão de obra, que seguem pressionando o setor ao longo do ano.
Ou seja, mesmo quando o diesel não dispara, o frete continua sentindo o peso do resto da conta.
Média anual de 2025: frete ficou 14,46% mais caro que em 2024
O IFR também mostra que, olhando o ano completo, o frete por km rodado ficou, em média, em R$ 7,28 em 2025, contra R$ 6,36 em 2024, uma alta de 14,46% na média anual.
Esse número revela duas coisas:
O setor está aquecido – há demanda por transporte, especialmente puxada pelo agronegócio e pelo fluxo de mercadorias no país.
Os custos continuam subindo – e parte dessa alta está sendo repassada para o valor do frete, sob risco de inviabilizar a operação de quem não faz conta direito.
O que isso significa para caminhoneiros autônomos?
Para o autônomo, o frete a R$ 7,44 por km rodado pode parecer boa notícia, mas só se ele souber exatamente quanto custa o km da sua operação, evitar aceitar fretes abaixo do custo mínimo apenas “para não ficar parado” e analisar melhor rotas, prazos, tipo de carga e forma de pagamento.
Se os custos sobem e o frete não acompanha, o prejuízo vem silencioso, muitas vezes só aparece quando o caminhão quebra, o pneu acaba ou as parcelas apertam.
E para empresas e gestores de frota?
Para transportadoras, embarcadores e empresas com frota própria, essa alta no frete impacta:
formação de preço do serviço – negociar com cliente final exige dados, não achismo;
planejamento de contratos – tabelas defasadas corroem margem rapidamente;
decisão sobre terceirizar ou internalizar transporte – dependendo da rota e do perfil de carga, pode ser mais vantajoso contratar do que operar com frota própria (ou vice-versa).
Empresas que têm controle detalhado de custos por km conseguem negociar melhor, mostrar dados para o cliente e manter contratos sustentáveis.

Fatores que devem continuar pressionando o frete em 2026
Os analistas apontam que o cenário segue de atenção em 2026. Entre os fatores que devem manter o frete pressionado estão:
Aumento do ICMS sobre combustíveis em alguns estados;
Projeção de mais uma safra forte de grãos, elevando a demanda por transporte;
Custos financeiros ainda altos, mesmo com movimentos de queda gradual dos juros;
Pressão contínua em manutenção, peças e seguros.
Na prática, isso significa que não dá para contar com frete barato no curto prazo.
A tendência é de valores em patamar elevado, com oscilações conforme safra, sazonalidade e custo de insumos.
Como responder a esse cenário na gestão da frota?
Em vez de apenas reclamar que “o frete está difícil”, quem quer sobreviver e crescer nesse ambiente precisa agir em três frentes:
1. Conhecer o seu custo real por km: sem isso, qualquer negociação é chute.
É fundamental somar combustível, manutenção (preventiva e corretiva), pneus, pedágios, salário/diária de motorista (ou retiradas do autônomo), seguros, licenciamento, IPVA, documentação e depreciação do veículo.
Só assim você consegue saber se R$ 7,44 por km é bom, ruim ou neutro para o seu negócio.
2. Usar tecnologia para reduzir desperdícios: é aqui que soluções como as da Ali Sat fazem diferença.
Rastreamento em tempo real para evitar desvios de rota, roubos e uso indevido;
Telemetria para identificar excesso de velocidade, marcha lenta prolongada, frenagens bruscas e outros comportamentos que aumentam consumo de combustível e desgaste de componentes;
Videotelemetria para reforçar segurança, apoiar investigações de sinistros e proteger a empresa em disputas de responsabilidade.
Reduzir 5% ou 10% de custo de combustível, por exemplo, pode ser a diferença entre frete que fecha a conta e frete que vira prejuízo.
3. Planejar rotas e contratos com inteligência: com informações mais completas, você pode:
identificar rotas mais rentáveis e priorizá-las;
renegociar contratos com base em indicadores concretos de custo e mercado;
recusar fretes inviáveis sem medo, porque tem números para justificar.
Frete alto não é sinônimo de lucro garantido
O fato de o preço médio do frete por km rodado ter fechado dezembro de 2025 a R$ 7,44, com alta de 1,78% no mês e 14,46% na média anual em relação a 2024, mostra um setor aquecido, mas longe de ser simples.
Para caminhoneiros, transportadoras e gestores de frota, a mensagem é clara:
Não basta o frete subir, é preciso saber quanto custa rodar.
Tecnologia e gestão de dados deixaram de ser diferencial e viraram questão de sobrevivência.
Nós estamos aqui justamente para isso: ajudar você a transformar cada quilômetro rodado em decisão inteligente, com mais controle sobre custos, segurança e rentabilidade, em qualquer cenário de frete.
