Add as Preferred Source
top of page

Governo prepara 11 leilões rodoviários para 2027, com investimento de R$ 102,68 bilhões

há 11 minutos
3 min de leitura

O Ministério dos Transportes apresentou a Carteira de Concessões 2027: 11 leilões rodoviários previstos para o próximo ano, somando R$ 102,68 bilhões em investimentos e 4.455,68 quilômetros de extensão. Entre os trechos que entram no calendário, dois estão no Rio Grande do Sul. Para quem opera frota, o documento funciona como um mapa antecipado de onde as rodovias vão mudar nos próximos anos.


O que está na carteira


Dos 11 projetos, nove são de novos estudos e dois são otimizações contratuais de concessões que já existem. A carteira inclui 569,07 quilômetros de duplicações e 550,29 quilômetros de faixas adicionais.


Os nove projetos de novos estudos abrangem 3.721,38 quilômetros, com R$ 47,15 bilhões em Capex (investimento em obras e infraestrutura) e R$ 39,01 bilhões em Opex (custos de operação). As duas otimizações contratuais, nas rodovias Transbrasiliana e Planalto Sul, somam 734,3 quilômetros, com R$ 7,71 bilhões em Capex e R$ 8,8 bilhões em Opex.


O calendário de 2027


Os leilões estão distribuídos de junho a dezembro, com etapas de envio ao Tribunal de Contas da União (TCU) e publicação de editais antes de cada um:


Junho: Rota Integração do Sul (trechos das BRs 116, 158, 290 e 392, no RS) e Rota Portuária do Sul (BRs 116 e 392, também no RS);

Julho: Rodovias Integradas de Santa Catarina, Lote 1;

Agosto: Rodovias Integradas de Santa Catarina, Lote 3;

Setembro: Rota do Café (BR-393, no Rio de Janeiro);

Outubro: otimização da Transbrasiliana (BR-153, em São Paulo) e Rota Portuária Itaqui (BRs 135 e 316, no Maranhão);

Novembro: Rota Norte Catarinense (BR-280) e otimização da Rota Planalto Sul (BR-116, entre Paraná e Santa Catarina);

Dezembro: Rota do Açu (BR-356, entre Minas Gerais e Rio de Janeiro) e Rota Centro-Sul Baiano (BR-101, na Bahia).


O ritmo das concessões desde 2023


A apresentação contabiliza 25 leilões rodoviários realizados entre 2023 e outubro de 2026, com 12.198 quilômetros e R$ 283,8 bilhões em Capex e Opex. Foram 2 leilões em 2023, 7 em 2024, 13 em 2025 e 3 em 2026 até agora.


Somando 2027, o ciclo de 2023 a 2027 chega a 40 leilões, 19.415 quilômetros e R$ 440 bilhões em investimentos (R$ 257 bilhões em Capex e R$ 183 bilhões em Opex). No conjunto, a carteira prevê 8.518 quilômetros de ampliação de capacidade, entre duplicações, faixas adicionais e contornos, além de 68 pontos de parada e descanso.


O documento também compara o investimento privado em rodovias: R$ 129 bilhões nos 27 anos entre 1993 e 2022, contra R$ 218 bilhões previstos para os sete anos entre 2023 e 2029. A média anual passa de R$ 4,8 bilhões para R$ 31,1 bilhões, ritmo 6,5 vezes maior.


Para além de 2027, o Ministério apresenta 27 estudos contratados para o período pós-2027, estruturados pela Infra S.A., pelo BNDES e pelo BID.


Governo prepara 11 leilões rodoviários para 2027, com investimento de R$ 102,68 bilhões

O que isso significa para quem gerencia frota


Uma carteira desse tamanho muda o cenário de quem roda nessas rodovias, e a mudança não acontece só no dia em que a obra termina. Alguns pontos merecem atenção desde já:


Rotas mudam durante a obra, não só depois. Duplicações e faixas adicionais melhoram o fluxo no longo prazo, mas o período de obras costuma trazer desvios, redução de velocidade e variação no tempo de viagem. Quem tem histórico real de rota e tempo de percurso consegue medir esse impacto e renegociar prazo e preço com base em dado, não em percepção.


Novas concessões tendem a trazer novas regras de cobrança. Quando um trecho passa para a iniciativa privada, o modelo de pedágio e de pagamento costuma mudar. Para a frota, isso significa conferir cobranças por placa e acompanhar o custo real por quilômetro em cada corredor.


Pontos de parada e descanso entram no planejamento. Com 68 pontos de parada e descanso previstos na carteira, a lógica de paradas planejadas, jornada e segurança do motorista pode ganhar novas opções ao longo dos corredores concedidos.


Quem opera no Sul e nos corredores portuários sente primeiro. As duas concessões gaúchas de junho de 2027, Rota Integração do Sul e Rota Portuária do Sul, passam por BRs que concentram o fluxo de cargas do estado, incluindo o acesso a portos. O mesmo vale para a Rota Portuária Itaqui, no Maranhão. Frotas que atendem esses eixos devem acompanhar editais e cronogramas.


Novas rodovias, novos perfis de risco. Corredores recém-concedidos e obras em andamento mudam onde e quando a operação fica mais exposta, o que pede revisão periódica de rotas, horários e do Plano de Gerenciamento de Risco (PGR).


O papel da gestão de frota nesse cenário


Num cenário em que o mapa viário vai mudar trecho a trecho, a vantagem fica com quem enxerga a própria operação em tempo real e com histórico confiável: quanto tempo cada rota realmente leva, onde estão os gargalos, quanto custa cada quilômetro e como a condução se comporta em trechos em obra.


Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page