Mais Motoristas convoca 13,8 mil candidatos para tirar a CNH C, D ou E: o que a chegada de novos profissionais exige da gestão de frota
As convocações do programa Mais Motoristas começaram em 29 de setembro de 2026. Na primeira chamada, 13.892 candidatos foram convocados para assinar o Termo de Adesão e iniciar o processo de obtenção da CNH nas categorias C, D e E, além da qualificação profissional. O programa financia a mudança de categoria e recebeu cerca de 138 mil inscrições na edição de 2026.
Em um setor que tem dificuldade para contratar motoristas, a notícia é boa. Mas ela traz um desafio para quem gerencia frota: receber profissionais novos na operação com segurança.
Como funciona o processo
A convocação contempla os inscritos no Edital Social/Pessoa Física 0001/2026. Depois de assinar o termo, os candidatos passam por exames toxicológico, médico e psicológico, fazem aulas práticas em um Centro de Formação de Condutores (CFC) e prestam a prova prática no Detran.
Para participar do programa, é preciso ter pelo menos 19 anos, possuir CNH válida e não ter cometido infração gravíssima nos 12 meses anteriores. As inscrições foram encerradas em 14 de julho.
Quem é chamado primeiro
As chamadas seguem critérios de prioridade definidos no edital. A ordem começa pelas mulheres inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), seguidas pelos demais inscritos no cadastro. Depois vêm as mulheres fora do CadÚnico e, por fim, os demais candidatos.
Dentro de cada grupo, têm prioridade os candidatos sem vínculo formal de trabalho e, depois, os que têm mais dependentes diretos. Em cada convocação, pelo menos 50% das vagas vão para inscritos no CadÚnico, e a distribuição prevê no mínimo 60% das oportunidades para mulheres e 40% para homens.
Quem não foi chamado nesta etapa deve acompanhar o e-mail da inscrição e os canais oficiais do SEST SENAT, onde saem as próximas chamadas e as orientações de adesão.
O que isso significa para quem gerencia frota
O programa forma motoristas novos, e o perfil dos que vêm por aí tende a ser diferente do da força de trabalho atual, com forte presença feminina e muitos candidatos sem vínculo formal anterior. A habilitação nas categorias C, D e E é só o início: experiência de estrada se constrói na operação, e a empresa que contrata esse profissional participa dessa curva de aprendizado.
Isso muda a rotina da gestão em quatro frentes:
Onboarding estruturado: motorista recém-habilitado precisa de acompanhamento nos primeiros meses, com orientação clara sobre rotas, procedimentos, jornada e uso do veículo. Quanto mais organizado o processo de entrada, menos o aprendizado vira sinistro.
Feedback objetivo, não suposição: orientar um profissional em início de carreira funciona melhor com dado concreto sobre como ele conduz: velocidade, frenagens, aceleração, trajetos. Apontar o que ajustar com base em registro, e não em impressão, torna a conversa justa e produtiva.
Segurança de quem está começando: fadiga e distração são riscos maiores para quem ainda não construiu o ritmo da estrada. Monitorar esses sinais ajuda a proteger o motorista antes que vire ocorrência.
Retenção: formar um motorista custa tempo e dinheiro. Se a empresa o acolhe, reconhece o bom desempenho com critério claro e o protege em caso de ocorrência, a chance de ele permanecer cresce, e a vaga que hoje é difícil de preencher deixa de reabrir.

Como a Ali Sat ajuda a integrar motoristas novos com segurança
A telemetria da Ali Sat registra, com números objetivos, como cada veículo é conduzido: velocidade, frenagens, rota, tempo de viagem e comportamento de condução. Para o motorista em início de carreira, isso vira ferramenta de treinamento: o gestor mostra o que está bom, aponta onde melhorar e acompanha a evolução ao longo do tempo.
Com a videotelemetria, a transportadora ganha o registro do que acontece na estrada, o que protege o motorista e a operação em caso de ocorrência, ajudando a esclarecer os fatos quando a versão é contestada. Os recursos de monitoramento de fadiga e distração (DMS) ajudam a identificar sinais de risco em tempo real. Tudo isso funciona como apoio e proteção para quem está começando, e não como vigilância.





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