Transporte volta a crescer após dois trimestres de queda
O setor de transporte interrompeu uma sequência de dois trimestres de queda e cresceu 1,1% entre abril e junho de 2026. É o que mostra o Boletim de Conjuntura Econômica de setembro, elaborado pela equipe técnica da CNT. A notícia é positiva, mas vem acompanhada de um alerta: o crescimento acontece com diesel mais caro, consumo das famílias em queda e crédito ainda restrito. Para quem gerencia frota, o resultado do trimestre ajuda menos do que a pressão de custos que continua na operação.
O que os números mostram
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB de Transporte, Armazenagem e Correio cresceu 1,2% no segundo trimestre e 0,9% no acumulado do primeiro semestre. A economia brasileira como um todo também avançou, mas com sinais de moderação da demanda doméstica, fator que influencia diretamente a procura por serviços de transporte e logística. O consumo das famílias caiu 0,4% frente ao primeiro trimestre, e a taxa de investimento ficou em 16,1% do PIB, abaixo dos 16,6% do mesmo trimestre de 2025.
Ou seja, o transporte voltou a crescer, mas num ambiente em que a demanda dá sinais de desaceleração e o investimento segue contido.
O ano ainda não fechou no positivo
Outro indicador ajuda a calibrar o otimismo. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, o volume dos serviços de transporte cresceu 0,4% em julho frente a junho, já descontados os efeitos sazonais. No acumulado de janeiro a julho, porém, o volume está 1,4% abaixo do mesmo período de 2025.
O desempenho varia entre as modalidades. O transporte terrestre foi o único a crescer no acumulado até julho, com alta de 1,2%. O aéreo teve a maior retração, de 13,3%. Já o aquaviário, apesar do recuo no acumulado, alcançou em julho o maior nível de sua série histórica, 47% acima do patamar pré-pandemia.
Custos continuam no centro da conta
O diesel segue como um dos principais componentes de custo das empresas. Mesmo com queda de 0,80% em agosto, o combustível acumula alta de 13,35% em 2026. Em 12 meses, o aumento chegou a 12,88%, mais de três vezes a inflação geral do período. A pressão não se limita ao combustível: o óleo lubrificante subiu 12,06% no ano e o pedágio, 4,25%, despesas diretamente ligadas à operação e, no caso dos lubrificantes, à manutenção dos veículos.
O que isso significa para quem gerencia frota
Crescimento de atividade com custo subindo mais rápido que a inflação significa que o resultado da transportadora depende cada vez menos do volume e cada vez mais da eficiência. Quando a demanda desacelera e o crédito está caro, a margem se defende dentro da operação. Três frentes merecem atenção:
Consumo de combustível: com o diesel acumulando dois dígitos de alta, cada litro desperdiçado pesa mais. Marcha lenta excessiva, aceleração brusca, excesso de velocidade e rotas mal planejadas são perdas que só se corrigem quando aparecem em dados, não em estimativa.
Manutenção planejada: com lubrificante e demais insumos mais caros, a manutenção corretiva, feita depois da quebra, custa mais do que nunca. Acompanhar quilometragem e horas de operação para antecipar revisões evita parada não programada e desgaste prematuro.
Custo real por quilômetro rodado: num cenário em que combustível, lubrificante e pedágio sobem em ritmos diferentes, só quem conhece o custo por quilômetro de cada veículo e de cada rota consegue precificar o frete com segurança e saber onde a margem está sendo perdida.
Como a Ali Sat ajuda a proteger a margem
Quando a receita depende de uma demanda que oscila, o controle do custo passa a ser a principal alavanca da transportadora. O rastreamento e a videotelemetria da Ali Sat registram rota, quilometragem, tempo de viagem, consumo e comportamento de condução de cada veículo, formando uma base objetiva para reduzir desperdício de combustível, planejar manutenção preventiva e medir o custo real de cada operação.
Com a videotelemetria, a transportadora reúne ainda o registro do que acontece na estrada, ferramenta de proteção da operação e de orientação ao motorista, que ajuda a reduzir sinistros e a esclarecer ocorrências. Sinistro evitado é custo que não entra na conta, o que faz diferença num momento de margem apertada. É dado a serviço da frota e de quem dirige, e não vigilância.
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